terça-feira, 10 de novembro de 2015

VIDA NO JARDIM

VIDA NO JARDIM

Tradução do Artigo “Life In The Garden” do Pr. Jack Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas


Havia tanta paz e harmonia no Jardim. Toda necessidade era atendida, todos os desejos do coração cumpridos. Estudiosos especulam sobre o tempo que Adão e Eva usufruíram da vida no Jardim, mas ninguém realmente sabe. Creio que foi o tempo suficiente para lhes dar uma perspectiva muito clara sobre as diferenças que eles experimentaram depois da queda. A vida no Jardim está tão profundamente impressa na memória do homem que tem sido material de mitologia e objeto de livros desde então. O livro “Utopia” de Sir Thomas More é apenas um exemplo, embora talvez o mais famoso.

Decisão De Quem Foi Isso?

O que levou Adão e Eva para fora do Jardim? Nada mais do que a substituição da sua própria vontade em detrimento da de Deus. Ele lhes havia dado tudo, incluindo a liberdade de se preocupar. Ele aceitou total responsabilidade por o seu bem-estar, providenciando e os sustentando física, mental, emocional e espiritualmente.

Quando começaram a tomar decisões por si próprios Ele os deixou, mas Ele também os deixou compartilhar um pouco da responsabilidade por suas decisões. Esta responsabilidade partilhada lhes trouxe sentimentos desconhecidos na criação, até então. A palavra hebraica que descreve esses sentimentos é traduzida tristeza na versão King James e dor ou labuta dolorosa na NVI. Ela é usada apenas três vezes. Duas delas estão em Gênesis 3:16,17, os versos que descrevem as conseqüências de suas decisões.

16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

A única outra vez que ela é usada está em Gênesis 5:29, onde descreve como o Senhor traria alívio para esses sentimentos.

pôs-lhe o nome de Noé, dizendo: Este nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o SENHOR amaldiçoou.
Lameque chamou o seu filho Noé, que significa conforto. Mas como Noé trouxe ao mundo conforto da maldição? Bem, uma maneira foi que ele preservou a pureza da linha messiânica, evitando o ataque contra a humanidade que produziu o Nefilim e contaminou o pool genético humano. Isso fez a vinda dAquele que, realmente, nos daria conforto possível.

Mas acredito que Lameque também sabia que Noé era para ser o último dos 10 patriarcas do tempo antes do Grande Dilúvio e, porque chamou seu filho de Noé, seus 10 nomes poderiam ser formados em uma única frase que resume a história completa Evangelho. "O homem (Adão) é designado (Sete) mortal (Enos) e em tristeza (Cainã), mas o Deus bendito (Maalalel) descerá (Jarede), ensinando (Enoque) que Sua morte trará (Metusalém) aos desesperados (Lameque) conforto (Noé)". É uma profecia do Messias que levou 10 gerações para escrever, mas ela trouxe muito conforto para o mundo, porque tinha que ter vindo de Deus. Que tipo de coincidência poderia ter produzido o contrário?

Mas o ponto mais importante a lembrar é este. Adão e Eva aprenderam que tristeza e labuta dolorosa entraram em suas vidas como resultado de buscar a independência de Deus.

Responsabilidade Compartilhada

Quando digo que o Senhor deixou-os compartilhar um pouco da responsabilidade, aqui está o que quero dizer. Mesmo que eles tinham acabado de fazer o segundo maior erro na história do homem (o maior foi o assassinato do seu Messias por Israel) e mesmo que Deus pudesse tê-los feito desaparecer e começado novamente com outro punhado de terra vermelha (Gn 2:7), Ele ainda os observou e cuidou deles como Seus filhos.

Seu primeiro ato de bondade depois da queda foi o de providenciar comida para eles, mesmo que tivessem que trabalhar para ela. Seu segundo foi vesti-los. Seu terceiro foi enviar um querubim para guardar o caminho para a Árvore da Vida, preservando o seu caminho de volta para o Jardim, uma vez que as consequências de suas ações tivessem sido revertidas na cruz (Rm 8:20,21).

De nenhuma maneira poderiam Adão e Eva anular o resultado da sua decisão, mas, por causa da Sua grande misericórdia, eles poderiam aprender com ela e, voluntariamente, submeter sua vontade de volta ao Senhor, que ainda era o seu Provedor (El Shaddai). Quando o fizeram, Ele os abençoou com vida longa e muitas crianças, sinais de Seu favor. E, apesar de que suas circunstâncias tenham sido alteradas para sempre, eles novamente caminhavam e conversavam com Deus e estavam em paz com Ele, apesar dessas circunstâncias. Em outras palavras, mesmo que não pudessem viver fisicamente no Jardim, eles poderiam alcançar um estado de espírito do Jardim.

Lições Da História

O filósofo alemão Hegel uma vez disse: "A única coisa que aprendemos da história é que nós não aprendemos nada com a história". Mas, em Romanos 15:4, Paulo escreveu que "pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança."

Em outras palavras, as lições que começaram no Jardim ainda se aplicam hoje. Devemos aprender tanto dos erros de Adão e Eva quanto da resposta do Senhor.

Como Adão e Eva, somos o povo de Deus. Enquanto nós nos submetemos à Sua vontade todas as nossas necessidades serão satisfeitas e Ele vai assumir a plena responsabilidade para o nosso bem-estar (Sl 37:4 e Mt 6:31-33.). Mas, quando começamos a exercitar nossas próprias prerrogativas, Ele começa a partilhar essa responsabilidade conosco. Quanto mais agirmos de forma independente, mais responsabilidade Ele compartilha. Junto com a responsabilidade compartilhada vêm a tristeza e labuta dolorosa.

Quando nos entregamos novamente, Ele assume a responsabilidade de volta. Uma vez que Ele não nos deu o pleno uso da dimensão do tempo, não podemos voltar atrás e anular as consequências das nossas decisões independentes, mas, como Adão e Eva, podemos aprender com elas e, voluntariamente, submetermos a nossa vontade de novo ao Senhor, que ainda é o nosso Provedor. Tudo o que Ele requer é confissão e uma vontade de começar de novo. Suas misericórdias se renovam a cada manhã, assim também nós podemos alcançar um estado de espírito do Jardim, apesar das nossas circunstâncias, tal como os nossos primeiros pais.

Está Tudo Em Sua Mente

Um dia, em breve, o Senhor vai nos conduzir de volta para o Jardim real, aquele no Céu. Mas, até lá, há o Jardim do estado de espírito. Estes são tempos perigosos e cada indicação é que eles se tornarão mais perigosos ainda. Se estiver estressado em excesso sobre eles, talvez você esteja assumindo muita responsabilidade, tentando impor sua própria vontade em coisas que não pode controlar, em vez de confiar em Deus e viver segundo a Sua vontade. Se assim for, você está vivendo fora do Jardim, onde está cheio de tristeza e labuta dolorosa.


Jesus disse: "Vinde a mim todos os que estais cansados ​​e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). Entregue sua vida a Ele de novo e se alivie da responsabilidade. Você pode não ser capaz de reverter os efeitos de suas decisões passadas, mas, se você se aproximar de Deus, Ele vai se aproximar de você e levá-lo com segurança através deles. Assim como Adão e Eva fizeram, você vai encontrar que a vida é melhor no Jardim, mesmo quando é apenas um estado de espírito. Pausa para meditação. 19-07-08

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O FIASCO DA GRANDE CONVERGÊNCIA

O FIASCO DA GRANDE CONVERGÊNCIA

Tradução do Artigo “The Great Convergence Fizzle” do Dr. David R. Reagan
Por Jurandir Britto de Freitas


A edição de Setembro de 2015 da revista Charisma destaca estórias em sua capa sobre profecia bíblica. Coletivamente, elas foram rotuladas como "A Grande Convergência".

Fiquei contente de ver uma revista cristã de projeção destacando a profecia bíblica em sua capa. Infelizmente, a maioria dos artigos na revista foram dedicadas à bobagem sensacionalista como as Luas de Sangue, o Shemitá e o Enigma de Newton. Esses artigos refletem um tipo de fanatismo profético que dá a todo campo de escatologia uma má reputação.

A Teoria da Lua de Sangue apontou para 28 de Setembro como uma data crucial. A Teoria do Shemitá destacou 23 de Setembro. E o Enigma de Newton também se concentrou em 23 de Setembro Assim, a "convergência" destacada na capa da revista.

Tudo isso provou ser "muito barulho para nada."

Isso não foi surpresa para mim, porque foi tudo baseado em especulações humanas em vez de profecias bíblicas.

Tome as Luas de Sangue, por exemplo. Em um artigo que publicado na edição do Lamplighter de Março-Abril de 2014, cheguei à conclusão de que toda a Teoria da Lua de Sangue era desprovida de qualquer base factual. O autor da teoria, Mark Biltz, apontou que quatro luas de sangue, em uma sequência ao longo de um período de dois anos (chamada de tétrade), é um fenômeno muito raro, que ocorreu apenas 87 vezes desde o tempo de Cristo. Mais raro ainda é quando essas quatro luas de sangue caem em dias de festas judaicas. Isso aconteceu apenas oito vezes desde o primeiro século.

Biltz alegou que as três últimas das tétrades das festas tinham servido como presságios de grandes eventos entre o povo judeu e, portanto, ele concluiu que a próxima, prevista para 2014-2015, serviria como um alerta de um grande evento em Israel.

Agora pare e pense sobre isso por um momento. As primeiras cinco tétrades das festas não tiveram qualquer significado profético. E o que os proponentes da teoria convenientemente esqueceram é que duas das três últimas realmente não tiveram qualquer significado como presságios de nada. A que ocorreu em 1493-1494 veio após a expulsão dos judeus da Espanha em 1492 e a de 1949-1950 também veio após o restabelecimento de Israel em 1948.

Isso deixa apenas a tétrade das festas de 1967-1968 como tendo algum significado, uma vez que a Guerra dos Seis Dias começou e terminou após a primeira lua de sangue nessa sequência.

Então, na verdade, apenas uma das oito tétrades das festas teve algum significado profético. Isso não é um bom histórico. E tenha em mente que, quando você diz que "algo importante vai acontecer" em Israel durante qualquer período de tempo dois anos, você não está indo fora de um grande limbo. Também não é profecia verdadeira falar tão vagamente. As profecias contidas na Bíblia são muito específicas e precisas.

E, então, há a "profecia" ridícula chamada de Enigma de Newton. Sir Isaac Newton, o grande cientista do século 17, interpretou a profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9:25-27) para significar que a Tribulação começaria 49 anos proféticos (anos de 360 dias) depois de Jerusalém ser restabelecida como o capital de Israel. Isso ocorreu em 7 de Junho de 1967 e 17.640 dias depois (49 anos x 360 dias) seria 23 de Setembro de 2015, o Dia da Expiação.

O problema é que a interpretação da profecia de Daniel de Newton a embaralha completamente. Daniel fala de sete semanas de anos (49 anos), seguida de 62 semanas de anos (483 anos) e seguidas por uma semana de anos (7 anos). Para chegar ao seu cálculo, Newton decidiu colocar os 49 anos, fora dos 483 anos, quando não há, absolutamente, nenhuma justificativa contextual para fazê-lo.

Isso nos deixa com a Teoria do Shemitá, de Jonathan Cahn, para a queda da economia americana em 23 de Setembro. Como assinalei em um artigo na edição de Janeiro-Fevereiro de 2015 do Lamplighter, o primeiro erro de Cahn foi tomar uma lei dada somente a Israel (Lv 25:20,21) e aplicá-la à uma nação gentílica. Seu segundo erro foi a sua decisão arbitrária para iniciar a contagem dos anos do Shemitá em 1.917, quando a Declaração de Balfour foi emitida, em vez de 1.948, quando a nação de Israel foi restabelecida.

Obviamente ele escolheu 1.917 porque lhe permitiu colocar os anos de Shemitá num par de vezes quando o mercado acionário caiu. Em outras palavras, o cálculo dos anos do Shemitá é manipulado. Além disso, um dos rabinos-chefes de Israel declarou que a lei do Shemitá não vai nem mesmo começar a aplicar a Israel novamente até que mais da metade dos judeus do mundo volte para aquela nação.


A lição de tudo isso é que temos de concentrar nossa atenção sobre as profecias do Fim dos Tempos da Bíblia e não sobre especulações fantasiosas dos homens.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

EIS QUE FAÇO NOVAS TODAS AS COISAS

EIS QUE FAÇO NOVAS TODAS AS COISAS

Tradução do Artigo “Behold, I Make All Things New” do meu falecido amigo e mestre Jack Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas


Atualização do Site: Palavras não podem expressar o quanto seus comentários aqui e no Facebook, e seus e-mails significaram para mim, na semana passada. Desde o início, o Senhor nos trouxe os mais surpreendentes e apoiadores leitores. E eu sou muito grata por todos vocês.

Começamos este ministério modelando-o por causa de George Muller. Ele abriu e tocou orfanatos e suportou missionários apenas por mencionar suas necessidades ao Senhor. O objetivo principal não era dar, apesar de extremo e generoso; era para provar que o Deus a quem servimos é real, que cuida de nós e que responde às nossas orações.

Celebramos o nosso décimo aniversário como missionários no México, em Setembro passado. E, nestes dez anos, temos visto o Senhor fazer coisas incríveis através deste ministério, enquanto permanecemos fiéis ao nosso objetivo de mostrar que é só o Senhor quem fornece todas estas coisas. Nós nunca anunciamos ou levantamos fundos. Nós nunca pedimos doações, por isso sabíamos que tudo que recebíamos era o que e como o Senhor desejava. E tem sido uma alegria absoluta ser o canal através do qual as bênçãos do Senhor fluíram. Do Senhor, através de você, através deste ministério, para abençoar a vida de inúmeras pessoas. Consistentemente, nós oramos sobre uma necessidade que víssemos e o Senhor respondia, "você faz isso". E novas doações chegavam, apenas nas quantidades certas. É um privilégio e uma honra servir ao Deus vivo e em parceria com você, o Corpo de Cristo.

Jack tinha uma dádiva especial para ajudar a todos nós a conhecermos e experimentarmos a graça e a misericórdia e o amor do nosso Criador. Para simplificar o que parecia complicado e esclarecer o que parecia confuso. Eu sou muito grato por este site, não só por você, que têm apoiado e orado e chorado conosco, mas por este lugar aonde vir e ler as palavras do Jack de novo e se sentir encorajado e um pouco menos sozinho.

Eu não sei o que o Senhor tem em mente para mim, nosso trabalho missionário, ou para este website. Eu sei que Ele sempre foi fiel. E eu sei que vou manter as palavras de Jack de pé indefinidamente. Como uma querida amiga me disse, o Senhor nos deu este ministério e não vamos permitir que o diabo o tire. Nós nunca fizemos nada sem buscar o Senhor e esperar Sua provisão. Vou continuar a viver pela fé, que é nosso trabalho buscar o Senhor e Sua justiça, em primeiro lugar, e é Seu trabalho fornecer todas as nossas necessidades, mesmo quando não saibamos o que isso parece.

Enquanto espero no Senhor e busco Sua face, peço suas orações por maior clareza e por um coração aberto, não obscurecido pela tristeza, mas para celebrar tanto o que era quanto o que está por vir, que não pode estar longe. Vou postar Profecia nas Manchetes todos os dias. E vou estar passando pelo enorme volume de trabalho deste site e através dos escritos inéditos, já em casa, do Jack e colocá-los novos no site para aqueles que, como eu, gostariam de lembrar. (Ele estava escrevendo algumas surpreendentes mensagens devocionais de Natal sobre as quais estou particularmente animada.) Estou republicando este artigo abaixo para que todos possamos focar no que está por vir. Vem depressa, Senhor Jesus!


Um Estudo Bíblico por Jack Kelley

E o que estava assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. (Ap 21:5)

mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (1 Co 2:9)

A palavra grega traduzida por novas em Apocalipse 21:5 também pode significar renovadas ou restauradas e inclui as circunstâncias e condições, juntamente com a aparência. É a mesma palavra usada em Apocalipse 21:1, referindo-se a um novo céu e uma nova terra. E Apocalipse 21:1 é uma referência a Isaías 65:17, onde novos céus e nova terra são também mencionados, juntamente com uma das melhores descrições da vida em Israel durante o Milênio. A palavra hebraica para novas de Isaías 65:17 vem de uma raiz que significa reconstruir, renovar ou reparar.

Uma vez que Jesus descreveu sua Segunda Vinda como a renovação de todas as coisas (Mt 19:28), é razoável interpretar Apocalipse 21 como descrevendo o Céu e a Terra sendo restaurados para o estado em que estavam antes da queda; renovados, reparados e reconstruídos para o Reino do Messias. Seria como Deus teclar o botão de reset para colocar tudo de volta no jeito que era no início, dando à Criação um novo começo para o Milênio.

O contexto de Apocalipse 20 também apoia esta interpretação, uma vez que Apocalipse 20:7-15 é, na realidade, uma explicação parentética dos destinos finais de Satanás e do mundo incrédulo. João estava simplesmente trazendo seu assunto para sua conclusão antes de retornar ao início do Milênio para descrever a Nova Jerusalém. Sabemos disso porque João pulou para frente até o fim do Milênio em Apocalipse 20:7 e então retornou, para abrir tanto Apocalipse 21 (Is 65:17) e Apocalipse 22 (Ez 47:12), com citações milenares do Antigo Testamento.

Israel E A Igreja No Milênio

Você já reparou que há muito mais informações sobre a natureza do Reino vindouro no Antigo Testamento do que no Novo? Embora os cristãos falem mais sobre o Milênio do que os judeus, o fato é que os mil anos do Reino do Messias destinam-se a Israel e não à Igreja, e para a Terra e não para o Céu.

Vislumbres importantes da vida no Milênio são encontrados por todo Isaías (2, 4, 35, 54, 55, 60, 61, 65, 66), Ezequiel (40-48), Joel (3), Amós (9), Miquéias (4) e Zacarias (14), com outros conhecimentos superficiais através do Antigo Testamento. Tudo o que sabemos do Novo Testamento é encontrado em Apocalipse 20-22 e, mesmo lá, as partes referentes à Nova Jerusalém descrevem apenas o nosso meio físico, não o nosso estilo de vida.

No resto do Novo Testamento, encontramos apenas um par de dicas, como em Mateus 19:28 e Atos 3:21, porque o Novo Testamento diz respeito a vida cristã na primeira fase do Reino dos Céus (antes do Arrebatamento) e não à segunda fase (após). Assim, podemos ler muito mais sobre a vida na Terra durante o Milênio do que sobre a vida na Nova Jerusalém. Essas passagens são importantes porque descrevem o cumprimento da promessa de Deus para com Israel, uma promessa que inclui (finalmente) a paz, prosperidade, terra própria e feliz vida duradoura com Deus no meio deles, mas elas não são escritas para nós.

E Sobre Nós?

As descrições da vida na Nova Jerusalém são limitadas; não haverá mais morte, nem luto, nem pranto e nem dor (Apocalipse 21:4). Parece ótimo, mas o que faremos todos os dias? Na Terra as pessoas estarão construindo casas, tendo filhos, plantando vinhas, cuidando de ovelhas e, de certa forma, desfrutando das obras das suas mãos (Is 65:17-25). Será que vamos apenas gastar o nosso tempo com alguns serviços de adoração intermináveis? Embora não seja provável, ninguém sabe ao certo o que vamos fazer. Mas, apesar da Bíblia não responder às nossas perguntas sobre as nossas atividades cotidianas, ela fala do nosso estado de espírito.

Tornar-se Como Crianças

Jesus disse que, para entrar no Reino, teríamos que mudar e nos tornarmos como criancinhas (Mt 18:3). O que significa isso? Cientistas do comportamento têm determinado que a criança média é muito mais feliz do que o adulto médio, em parte porque as crianças passam a maior parte do seu tempo aprendendo e fazendo coisas novas e, em parte, porque elas ainda não adquiriram os medos e as preocupações da vida adulta. Por falar nisso, os cientistas também descobriram que, para todos os efeitos práticos, enquanto o potencial criativo do cérebro humano é ilimitado, o adulto médio usa, em média, uma mera fração daquele potencial trabalhando para e atingindo as metas da vida.

Uma vida razoavelmente bem sucedida nos EUA sempre foi além do maior sonho da maioria dos não-americanos mas, mesmo que possa ser reduzida a uma rotina previsível, uma vez aprendida, é perfeitamente possível "viver a boa vida" sem muito esforço mental. A maioria das pessoas investem mais da sua criatividade em passatempos e atividades de lazer do que em sua carreira.

Em suma, o nosso Criador nos dotou de um potencial criativo ilimitado (Dt 8:18) mas, desde que muito pouco desse potencial é necessário para viver com sucesso, nós nos tornamos aborrecidos e infelizes, à procura de algo para estimular nossa criatividade e nos tornar novamente animados. Essa é a vida, pelo menos na Terra.

Qual É A Alternativa?

Mas, suponha que fomos subitamente atirados em um ambiente cheio de infinitas oportunidades de exploração e aquisição de novas experiências e conhecimentos, sem medos ou preocupações, apenas sendo como crianças novamente. Suponhamos que cada um de nós veria esse ambiente como sendo criado especialmente para nós, para estimular a nossa combinação única de talento e capacidade criativa, mesmo até ao ponto de ser concebido em torno das nossas formas e cores favoritas. Suponha que fosse um ambiente dinâmico, crescendo à medida que crescemos, para proporcionar infinitas oportunidades para a descoberta sem qualquer possibilidade de engano, desapontamento ou fracasso.

E vamos supor que fomos presenteados com energia ilimitada, sempre se sentindo melhor do que no nosso melhor dia na Terra, sem um pingo de cansaço, doença, acidente ou lesão. Sempre.

Você já reparou como as crianças são curiosas, fazendo todos os tipos de perguntas sobre o que estamos fazendo e por quê? Suponha que nos foi dado pleno uso da dimensão do tempo para sermos capazes de observar toda a história em primeira mão e de entendermos como tudo aconteceu, o porquê e do jeito que aconteceu.

Suponha que fomos despojados de todo o medo, ódio, ciúme, inveja, cobiça e preocupação e, ao invés, nossas mentes foram preenchidas de felicidade, alegria, gratidão e satisfação por nós e pelos outros. Suponha que não houvesse mais mal-entendidos, discussões ou traições, e que todos à nossa volta estivessem tão preocupados com o nosso bem-estar quanto com o deles. Talvez seja isso que o Senhor quis dizer por nos tornarmos como criancinhas.

Billy Graham foi, uma vez, perguntado se haveria campos de golfe no céu. "Se eles forem necessários para a nossa felicidade", respondeu ele, "eles vão estar lá". Eu acredito que tudo o que for necessário para a nossa felicidade foi criado e instalado na Nova Jerusalém e, mesmo com nossas habilidades sobrenaturais, vamos ter vidas infinitas de exploração e de realização, alegria e felicidade. Isso é como o Milênio será para nós.

Então, por que a Bíblia não entra em mais detalhes sobre isso? Bem, a Bíblia foi escrita para e pela Terra limitada ao nosso estado natural. Mesmo que houvesse uma descrição detalhada do que nos espera, seria tão diferente do que estamos acostumados que a nossa mente limitada não poderia compreender muito. E o pouco que conseguíssemos entender nos faria tão infelizes aqui que faríamos todo o possível para apressar a nossa partida. Em suma, tornaria as nossas vidas aqui intoleráveis.

Como está escrito: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Co 2:9). Penso que devemos ler isso literalmente. 


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

UMA QUESTÃO QUE TODOS NÓS TEMOS PERGUNTADO

UMA QUESTÃO QUE TODOS NÓS TEMOS PERGUNTADO

Tradução do Artigo “A Question We’ve All Asked” do Pr. Jack Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas (ao receber a notícia do falecimento de Jack Kelley)


Atualização: Ontem à noite, após um belo momento de oração e adoração sobre ele, Jack voltou para casa ao encontro de seu Salvador. Não foi a cura que eu, e tantos outros, pedimos e acreditamos. Mas é, nas palavras do Jack, a cura definitiva. Abaixo estão as palavras que ele escreveu em 2.006 que me trazem conforto neste momento, enquanto meu coração está quebrado. Oro para que elas lhe deem conforto também.

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley

A pergunta seguinte foi enviada para a nossa coluna "Pergunte a um Professor de Bíblia" esta semana. Desde que é uma questão tão importante, estou respondendo em nosso formato de artigo de modo a proporcionar maiores detalhes. Isso também permitirá que mais pessoas possam vê-lo, porque é uma pergunta que todos nós já fizemos.

Pergunta: Eu descobri recentemente o seu site e achei-o muito informativo. Tenho aprendido muito sobre muitas das questões discutidas.

No entanto, ainda há uma série de coisas que não entendo. A cerca de dois anos atrás descobri Deus, Seu plano de salvação e as muitas promessas maravilhosas que Ele fez para nós. Li em Romanos de como Ele as faz virem para o bem dos que creem nEle. Li nos Evangelhos sobre como dois ou mais crentes orando por uma coisa comum têm suas preces atendidas. Li de como os crentes deveriam pedir ao Pai e isso deveria ser dado a eles.

Imagine como me senti no verão, quando a minha parceira foi diagnosticada com câncer e, após uma curta batalha, foi chamada para casa em Agosto. Sei que muitas pessoas, incluindo eu mesmo, oraram por sua recuperação, mas em vão. Acho impossível conciliar as circunstâncias que têm prevalecido na minha vida pessoal com aquelas promessas que Deus fez para nós e que fiz menção acima.

Você pode me ajudar a preencher esta lacuna no meu entendimento?

Resposta: Quem, entre nós, não teve orações desse tipo aparentemente sem resposta e se admiraram do conflito que isso cria entre as promessas da Bíblia e as nossas experiências?

Vida Após A Morte

Na morte de um crente, temos de compreender duas coisas. A primeira é que estamos todos infectados com uma doença terminal. Não é um caso de se vamos morrer, mas quando. Ninguém morre de morte natural, porque não é natural seres eternos morrerem. A morte veio ao mundo como resultado do pecado.

E a segunda é que, para um crente, a morte é a cura definitiva. A morte traz a vida que estávamos sempre com a intenção de viver e já estaríamos vivendo não fosse nossa natureza pecaminosa. Para o crente "morto" todos os problemas, dores e tristezas da vida estão terminados e uma vida eterna gloriosa de bênção e abundância o aguarda.

Quanto mais sabemos sobre a vida após a morte menos nos apegamos à vida antes dela. E, uma vez que só Deus conhece o fim desde o princípio, só Ele pode saber a dor e o sofrimento que está impedido ao chamar alguém para casa mais cedo. Perece o justo, e não há quem se impressione com isso; e os homens piedosos são arrebatados sem que alguém considere nesse fato; pois o justo é levado antes que venha o mal (Is 57:1).

Então o que falar dos amigos sobreviventes e familiares? Como pode a morte de um ente querido trazer o bem para os sobreviventes? Primeiramente, é o conhecimento óbvio de que a separação é apenas temporária para os crentes e uma reunião gloriosa se seguirá. Temos o benefício de uma perspectiva eterna. E, para os não-crentes, isso apresenta uma oportunidade para serem salvos da segunda morte, a permanente, e se reunirem para sempre com os entes queridos falecidos.

Mas, então, a nossa fé entra em jogo. Se acreditarmos nas promessas de Deus, então tem que haver uma relação mais direta e benéfica de causa e efeito entre a morte de um ente querido e a vida do sobrevivente. Nosso trabalho é buscar por ela. Somos informados para andarmos pela fé e não pelo que vemos, mas o nosso inimigo vai tentar nos manter focados no que vemos, a ausência do nosso ente querido, fazendo com que a nossa fé vacile e nos impedindo de experimentar o bem que possa vir. As promessas de Deus são mais reais do que a nossa realidade, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Co 4:18).

De longe, a mais dolorosa experiência de coração espremido desse tipo que já encontrei foi o caso de uma mãe e um pai que conheço. Enquanto caminhava na calçada da cidade com seu filho de 2 anos de idade, um caminhão de entrega pulou o meio-fio, fatalmente atingindo a criança. O motorista estava bêbado e, de fato, tinha um histórico de embriaguez no trabalho. Na ação judicial que se seguiu o tribunal concedeu uma indenização substancial para os pais devastados. Eles pegaram o dinheiro e fundaram uma pré-escola cristã em nome de seu filho, que logo se expandiu numa escola cristã particular, da pré-escola até a oitava série, em um belo campus seguro.

Vários milhares de crianças, desde então, se beneficiaram de uma educação cristã primária de qualidade e acessível e este casal tem ajudado dezenas de pais enlutados a lidar com perdas semelhantes ao longo do caminho. É um exemplo de 2 Coríntios 1:3,4, que todos os que os conhecem se sentem privilegiados de terem observado. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Eles levaram a sério esses versículos com base em sua crença de que, para todos nós, a nossa vida é um ministério e nossas tristezas são nossas credenciais. Em outras palavras, cada um de nós é unicamente qualificado para ministrar a alguém que experimente tragédias semelhantes às que temos enfrentado.

Eles tinham todo o direito de ficar com raiva, vítimas amargas, e gritar e esbravejar com Deus por permitir que isso acontecesse com eles. Mas eles escolheram um caminho mais excelente. Eles entenderam que Deus não matou seu filho. Isso foi a obra do mal que permeia este lugar escuro. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno (1 Jo 5:19).

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8:28).

Deus nunca nos prometeu que nada de ruim iria acontecer conosco. Na verdade, Ele prometeu o oposto. "No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo 16:33). O que Ele prometeu é que Ele podia fazer até mesmo as coisas ruins que acontecem trabalharem para o bem. Cabe a nós acreditarmos naquela promessa e procurarmos o seu cumprimento. Para os meus amigos, a escola mantém a memória de seu filho vivo em seus corações, enquanto que a sua fé lhes diz que, em breve, vão se reunir para sempre. A bênção que eles providenciaram para milhares de outros através desta tragédia é óbvia.

Oração Sem Resposta?

Com relação às nossas orações há um par de coisas para manter em mente. A primeira é que Deus reserva para Si o direito de escolher tanto o momento quanto os meios pelos quais Ele responde as orações. Temos que entender que os Seus caminhos não são os nossos caminhos e Seu tempo é sempre perfeito. Nós não perdemos tempo esperando nem ganhamos tempo por tentar forçar Sua mão. Ele respondeu a oração de Abraão por um filho, mas esperou 25 anos antes de fazê-lo. O mundo está pagando um enorme preço hoje por Abraão e Sara se recusarem a esperar no Senhor.

Só porque não obtemos algo quando queremos e da maneira exata que queremos não significa que Deus parou de responder às nossas orações ou manter Suas promessas. Podem haver algumas outras coisas que temos que cuidar primeiro ou que Deus possa escolher uma outra maneira de responder a oração que nós não vemos, uma maneira melhor.

Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança (Rm 15:4).

Deus prometeu a Israel um Reino e um Rei que lhes trarão paz. Eles têm orado a Ele para manter essa promessa por milhares de anos. O mundo, até mesmo grande parte do mundo cristão, ri deles e lhes diz que Deus se esqueceu deles. Isso nunca vai acontecer, dizem eles.

Deus é fiel e Ele tem a intenção de responder às suas orações e manter Sua promessa. Mas há algo que eles têm que fazer primeiro e, até que o façam, Ele tem que esperar. Eles têm de reconhecer quem é seu Rei e restaurar seu relacionamento com Ele. Então, Deus vai agir.

União E Comunhão

Assim é conosco e esta é a segunda coisa a se ter em mente. Isto pode não soar familiar para aqueles de vocês que têm sido ensinados "no Cristianismo Light", mas há dois componentes para o relacionamento do crente com Deus. Um é chamado de União. Diz respeito à nossa eternidade e é irrevogável, garantindo nosso lugar no Seu Reino. (Ef 1:13,14). A União acontece no momento em que ouvimos o Evangelho e cremos e Deus sela o Seu Espírito Santo dentro de nós.

O outro é chamado Comunhão e ela vem com União. Mas a Comunhão afeta a nossa vida aqui na Terra e está sujeita à suspensão (1 Jo 1:8,9). Quando deixamos de confessar os nossos pecados, nós suspendemos temporariamente o nosso relacionamento com Deus, porque Ele não pode habitar na presença do pecado. Não podemos perder a nossa salvação (União), mas, durante aqueles momentos em que estamos fora da Comunhão, não temos o direito de pedir a Deus por qualquer coisa, exceto o perdão. E o que é mais, nós saímos fora da Sua proteção e nos tornamos presas fáceis para as travessuras do inimigo.

O Livro de Jó é um exemplo da diferença entre União e Comunhão. A retidão de Jó fez dele orgulhoso, um pecado aos olhos de Deus. Quando Satanás pediu para atormentá-lo, Deus teve que concordar, apesar do fato de Jó ser um dos homens mais justos sobre a Terra, porque ele não tinha confessado seu pecado. Enquanto Jó confiou em sua própria justiça, ele ficou vulnerável a ataques e nenhuma das suas queixas poderia mudar isso, mesmo que continuasse a ser um filho de Deus. Quando ele confessou, Deus colocou um fim ao tormento e o restaurou. A lição que Jó aprendeu através do seu calvário (e que nós deveríamos aprender também de acordo com Romanos 15:4) é que, quando nós justificamos a nós mesmos, nós condenamos a Deus. Sempre que começamos a pensar que não merecemos algo de ruim que está acontecendo a nós, nós, efetivamente, acusamos a Deus de ser injusto. É parte da nossa natureza humana olhar para fora de nós mesmos pela culpa, mas isso atrasa a nossa reconciliação com Deus.

Para um exemplo do Novo Testamento, leia a parábola do Filho Pródigo. (Lc 15:11-32). O filho pródigo nunca deixou de ser filho de seu pai, mas, enquanto estava vivendo uma vida pecaminosa, ele estava fora da comunhão, privado das bênçãos de seu pai. Quando caiu em si e confessou, ele foi restaurado. Todos os cristãos têm união com Deus e estão garantidos com um lugar no Seu Reino, mas muitos vivem suas vidas inteiras fora da Comunhão por causa de seus pecados não confessados ​​e perdem bênçãos incontáveis, acumulando montanhas de orações não respondidas.

Por causa da cruz, manter a nossa Comunhão é tão fácil quanto invocar 1 João 1:8,9, “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Deus é justo e reto e não pode mentir. Ele tem um histórico de 6.000 anos de desempenho sem mácula. Sempre que parece que Suas promessas não estão se tornando realidade, você pode apostar que é devido à nossa falta de compreensão, não Sua falta de integridade.


Obrigado Peter, por submeter esta pergunta que todos nós já perguntamos. Pausa para meditação. 04-11-06

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PENSAMENTOS SOBRE CURA E UMA ATUALIZAÇÃO

PENSAMENTOS SOBRE CURA E UMA ATUALIZAÇÃO

Tradução do Artigo “Thoughts On Healing & An Update” da equipe do Pr. Jack Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas (pouco antes de receber a notícia do falecimento de seu amigo e mestre Jack Kelley)


e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. 8 Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai (Mt 10:7,8).

Atualização sobre Jack: Uma vez que postamos a chamada para oração, as coisas no natural têm ido “ladeira abaixo” rapidamente. Os médicos já disseram que ele tem apenas alguns dias mais. Mas nós não confiamos no natural, nem no que vemos, mas no Senhor que é o nosso Curador. Muitos de vocês me enviaram o seguinte verso:

Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado (Jo 11:4).

Declaramos este verso sobre o Jack continuamente. E nós ficamos na fé de que só o Senhor vai ser glorificado nisto. Todos nós sabemos que Jack é um crente firme na cura e é um homem de grande fé. Sabemos também que o diabo não vem senão para roubar, matar e destruir. Ele usa o medo, intimidação e controle para nos impedir de lutar essa guerra nos céus e experimentar as promessas de Deus para nós. Então, ficamos e lutamos. Não temos medo. Não estamos intimidados. E colocamos Deus e Sua Palavra, apenas, no controle. Nós somos os filhos do Rei. Colocamos toda a armadura de Deus e lembramos que lutamos desde a vitória ganha para nós há 2.000 anos na cruz. Por favor, continue a se juntar a mim nesta luta. Oramos e jejuamos e ficamos. Nós somos mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou.

Na mesma nota, julguei oportuno trazer de volta um antigo artigo que o Jack escreveu em 2003:

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley

14 Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo- o com óleo, em nome do Senhor. 15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo (Tg 5:14-16).

De vez em quando amigos me pedem para orar por eles por cura. Geralmente é um assunto sério em que não se sentem confortáveis ​​confiando só na comunidade médica pela sua cura. Na última vez que isso aconteceu, fui levado a ligar quatro passagens na escritura onde o assunto é abordado diretamente e ganhei algumas indicações boas e interessantes.

A primeira referência é a que eu abri este artigo. É uma clara instrução do irmão do Senhor, Tiago, para buscar a cura por meio da oração. Sem condições, sem cláusulas traiçoeiras, apenas admoestação clara. O pensamento central, "a oração da fé" parece ser o mais crítico. Na Bíblia, a mesma palavra grega é traduzida tanto como fé e crença e a palavra para a descrença também é traduzida desobediência (Hb 3:18,19). A única variável na equação parece ser a nossa fé; " E a oração da fé salvará o enfermo”. Não é "pode ​​fazer o doente bem", nem "no Seu tempo" ou "se for Sua vontade". Será que o Senhor vê a nossa falta de fé em face à todas as evidências de Seu poder de cura como desobediência? Se a desobediência é um pecado, será que nunca pedimos perdão por nossa falta de fé?

Teve Fé? Escritura #2

Sabemos que o Senhor pode curar doenças. Existem muitos exemplos nos Evangelhos para não acreditarmos no contrário. E, no Velho Testamento, nos é dito que curar doentes seria uma característica do ministério do Messias. "Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados " (Is 53:4,5). Alguns tentam espiritualizar a passagem, mas a intenção da língua original não permite outra coisa senão uma interpretação literal.

Em Marcos 9:21,24, a capacidade do Senhor foi questionada pelo pai desesperado de uma criança epiléptica. Jesus perguntou ao pai do menino, "Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; 22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 24 E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!"

Aqui está um que fez confessar sua falta de fé e o Senhor respondeu com prova da Sua capacidade.

E Quanto A Mim? Escritura #3

Portanto, a próxima pergunta tem que ser, "Muito bem, o Senhor pode curar a doença, mas irá Ele me curar? "O único lugar na Escritura onde esta questão é abordada diretamente está em Mateus 8:2,3: “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou- o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou- lhe, dizendo: Quero, fica limpo!”. Sem hesitações nem pré-condições.

Mas alguns acreditam que sua doença é um resultado de sua pecaminosidade, que eles foram escolhidos para a disciplina especial por um Deus que os amava o suficiente para morrer por eles, enquanto eles ainda O odiavam, (Ef 2:4), mas, agora que eles se tornaram dEle, Ele decidiu puni-los. De alguma forma, eles passaram a acreditar que mereciam estar doentes. É um extrato da noção mística oriental de carma, que estão sendo limpos ou purificados por seu sofrimento, como se o sangue de Jesus não fosse purificação suficiente para eles.

Para outros, a simpatia ou outra atenção especial que recebem enquanto estão doentes torna-se um poderoso motivador para prolongar uma doença ou, até mesmo, inventar uma, especialmente para uma pessoa que esteja, de outro modo, ignorada ou presumida. A profissão médica chama essas pessoas de hipocondríacas e as empresas farmacêuticas ganham bilhões vendendo-as medicamentos que não precisam.

E, entre aqueles levados a realizações extraordinárias, é tido que a doença é a única causa desculpável para o fracasso. Mesmo que muitas doenças são provocadas ou agravadas pelo estresse ou por outras causas auto-induzidas, a doença é vista por alguns como um fator incontrolável que os alivia da responsabilidade por sua falta de realização.

Assim, nos Evangelhos, João mostra o Senhor perguntando a um mendigo aleijado (Jo 5:6), "queres ser curado?" Boa pergunta. Se, como humanos, nós verdadeiramente temos o livre-arbítrio (liberdade de escolha) que nos permite substituir, até mesmo, o desejo de Deus por nós, irá Ele nos curar, no fundo de nós mesmos, se realmente não queremos estar bem? Esta foi a quarta escritura.

Coloque todos esses fatores juntos e parece que nós somos a única variável na equação. Será que, realmente, acreditamos que Ele possa curar doença? Se sim, acreditamos que Ele esteja disposto a nos curar? Será que realmente queremos estar bem e aceitar a plena responsabilidade por nossas vidas?

Mais Uma Coisa

E isso me leva ao ponto final. " Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo", Tiago nos disse acima. Será que realmente entregamos todos os nossos pecados a Deus, ou podemos ainda nutrir algum ressentimento, rebelião ou auto-justificação? É a nossa justiça própria impedindo o Senhor de restaurar-nos à Sua justiça? Estamos muito bem nesses dias em pedir tudo o que Deus tem para dar, mas, no processo, temos esquecido nossa parte na barganha? "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós"(1 Jo 1:9,10). Talvez antes de começarmos a culpar a Deus por não nos curar, ou interpretar mal a Sua palavra para concluir que Ele perdeu o poder de nos curar (ou nunca prometeu, em primeiro lugar), devemos dar mais uma longa e difícil olhada internamente. Talvez fosse melhor termos a certeza de que não temos algum pecado secreto à espreita lá dentro, algo que o nosso orgulho não nos permitiu de, finalmente, entregar a Ele.


Se, realmente, acreditamos que Ele pode curar a doença e que está desejoso de nos curar, se realmente queremos estar bem e aceitamos a plena responsabilidade por nossas vidas, então o próximo passo é ter certeza absoluta de que estamos em plena comunhão com Ele e, através da nossa confissão, termos sido purificados de toda injustiça. Uma das coisas mais difíceis de se lembrar em nosso relacionamento com Deus é que Ele é o forte e fiel, Aquele cuja palavra nunca falha, cujas promessas sempre se tornam realidade e cujos compromissos sempre são cumpridos. Nós somos os parceiros fracos e pouco confiáveis, arbitrários e caprichosos. Então, se algo está acontecendo de errado no relacionamento, é uma boa aposta que devemos olhar para nós mesmos, em primeiro lugar, como a causa provável. Pausa para meditação.