quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O FIASCO DA GRANDE CONVERGÊNCIA

O FIASCO DA GRANDE CONVERGÊNCIA

Tradução do Artigo “The Great Convergence Fizzle” do Dr. David R. Reagan
Por Jurandir Britto de Freitas


A edição de Setembro de 2015 da revista Charisma destaca estórias em sua capa sobre profecia bíblica. Coletivamente, elas foram rotuladas como "A Grande Convergência".

Fiquei contente de ver uma revista cristã de projeção destacando a profecia bíblica em sua capa. Infelizmente, a maioria dos artigos na revista foram dedicadas à bobagem sensacionalista como as Luas de Sangue, o Shemitá e o Enigma de Newton. Esses artigos refletem um tipo de fanatismo profético que dá a todo campo de escatologia uma má reputação.

A Teoria da Lua de Sangue apontou para 28 de Setembro como uma data crucial. A Teoria do Shemitá destacou 23 de Setembro. E o Enigma de Newton também se concentrou em 23 de Setembro Assim, a "convergência" destacada na capa da revista.

Tudo isso provou ser "muito barulho para nada."

Isso não foi surpresa para mim, porque foi tudo baseado em especulações humanas em vez de profecias bíblicas.

Tome as Luas de Sangue, por exemplo. Em um artigo que publicado na edição do Lamplighter de Março-Abril de 2014, cheguei à conclusão de que toda a Teoria da Lua de Sangue era desprovida de qualquer base factual. O autor da teoria, Mark Biltz, apontou que quatro luas de sangue, em uma sequência ao longo de um período de dois anos (chamada de tétrade), é um fenômeno muito raro, que ocorreu apenas 87 vezes desde o tempo de Cristo. Mais raro ainda é quando essas quatro luas de sangue caem em dias de festas judaicas. Isso aconteceu apenas oito vezes desde o primeiro século.

Biltz alegou que as três últimas das tétrades das festas tinham servido como presságios de grandes eventos entre o povo judeu e, portanto, ele concluiu que a próxima, prevista para 2014-2015, serviria como um alerta de um grande evento em Israel.

Agora pare e pense sobre isso por um momento. As primeiras cinco tétrades das festas não tiveram qualquer significado profético. E o que os proponentes da teoria convenientemente esqueceram é que duas das três últimas realmente não tiveram qualquer significado como presságios de nada. A que ocorreu em 1493-1494 veio após a expulsão dos judeus da Espanha em 1492 e a de 1949-1950 também veio após o restabelecimento de Israel em 1948.

Isso deixa apenas a tétrade das festas de 1967-1968 como tendo algum significado, uma vez que a Guerra dos Seis Dias começou e terminou após a primeira lua de sangue nessa sequência.

Então, na verdade, apenas uma das oito tétrades das festas teve algum significado profético. Isso não é um bom histórico. E tenha em mente que, quando você diz que "algo importante vai acontecer" em Israel durante qualquer período de tempo dois anos, você não está indo fora de um grande limbo. Também não é profecia verdadeira falar tão vagamente. As profecias contidas na Bíblia são muito específicas e precisas.

E, então, há a "profecia" ridícula chamada de Enigma de Newton. Sir Isaac Newton, o grande cientista do século 17, interpretou a profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9:25-27) para significar que a Tribulação começaria 49 anos proféticos (anos de 360 dias) depois de Jerusalém ser restabelecida como o capital de Israel. Isso ocorreu em 7 de Junho de 1967 e 17.640 dias depois (49 anos x 360 dias) seria 23 de Setembro de 2015, o Dia da Expiação.

O problema é que a interpretação da profecia de Daniel de Newton a embaralha completamente. Daniel fala de sete semanas de anos (49 anos), seguida de 62 semanas de anos (483 anos) e seguidas por uma semana de anos (7 anos). Para chegar ao seu cálculo, Newton decidiu colocar os 49 anos, fora dos 483 anos, quando não há, absolutamente, nenhuma justificativa contextual para fazê-lo.

Isso nos deixa com a Teoria do Shemitá, de Jonathan Cahn, para a queda da economia americana em 23 de Setembro. Como assinalei em um artigo na edição de Janeiro-Fevereiro de 2015 do Lamplighter, o primeiro erro de Cahn foi tomar uma lei dada somente a Israel (Lv 25:20,21) e aplicá-la à uma nação gentílica. Seu segundo erro foi a sua decisão arbitrária para iniciar a contagem dos anos do Shemitá em 1.917, quando a Declaração de Balfour foi emitida, em vez de 1.948, quando a nação de Israel foi restabelecida.

Obviamente ele escolheu 1.917 porque lhe permitiu colocar os anos de Shemitá num par de vezes quando o mercado acionário caiu. Em outras palavras, o cálculo dos anos do Shemitá é manipulado. Além disso, um dos rabinos-chefes de Israel declarou que a lei do Shemitá não vai nem mesmo começar a aplicar a Israel novamente até que mais da metade dos judeus do mundo volte para aquela nação.


A lição de tudo isso é que temos de concentrar nossa atenção sobre as profecias do Fim dos Tempos da Bíblia e não sobre especulações fantasiosas dos homens.

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