quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE CURA?

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE CURA?

Tradução do Artigo “What Does The Bible Say About Healing?” do Pr. Jack Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas


Por causa de recente luta da minha filha do meio com o câncer (vitoriosa), tive a oportunidade de estudar o assunto de cura novamente. Ao fazê-lo, cheguei à conclusão de que a maioria das pessoas formaram suas opiniões sobre cura através de ouvir dizer e de ensinos falsos ao invés do que a Bíblia realmente diz sobre isso. Então, o que a Bíblia diz sobre cura? Vamos descobrir.

1 Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo- o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam- se nele. 4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo- lhes as mãos. 6 Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar. (Mc 6:1-6)

Algumas pessoas usam esta passagem como um exemplo para mostrar que o Senhor se recusava a curar as pessoas, às vezes. Mas uma leitura clara mostra que era a sua falta de fé, não a Sua recusa em fazer, que resultou em apenas algumas pessoas doentes sendo curadas. Por causa de que o povo da cidade natal do Senhor O havia conhecido desde a infância, sua fé em Seu poder sobrenatural era fraca, tão fraca, de fato, que "tudo" o que Ele pode fazer foi curar algumas pessoas doentes. Poderia o Deus do Universo ser confinado pelo grau da nossa fé? Parece ser dessa maneira.

Em contraste, durante todo o Seu ministério, onde quer que fosse, inúmeras pessoas foram curadas. Elas O seguiam a pé por dias, às vezes se afastando de 50 a 60 milhas de casa sem comida ou abrigo. Em duas ocasiões que conhecemos Ele próprio as alimentou porque não havia nada para comerem. Em Mateus 14:13-21, Ele alimentou cinco mil, acrescido de um número adicional de mulheres e crianças. E, em Mateus 15:29-39, foram 4.000 a mais, além de mulheres e crianças.

Quando as pessoas ouviam que Ele estava vindo para a sua cidade, traziam os seus enfermos para a praça onde esperaram, aguardando para serem curados e, aos milhares, eles o eram. Eles criam nisso, esperavam isso e experimentavam isso. Olhe para estes exemplos.

23 Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. 24 E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram- lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou. 25 E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam. (Mt 4:23-25.)

34 Então, estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré. 35 Reconhecendo- o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda a circunvizinhança e trouxeram- lhe todos os enfermos; 36 e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos. (Mt 14:34-36)

Eu Quero Fazer Isso

E não era só Jesus. Ele deu esse poder de cura para os seus discípulos também, para nos mostrar que Ele poderia operar esses milagres através de homens de fé. (Mais tarde, em João 14:12, Ele expandiu essa autoridade, dizendo que qualquer pessoa com fé nEle faria o que Ele estava fazendo. Isso significa que você e eu também temos a autoridade para curar os doentes em Seu nome!)

6 Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar. 7 Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. 12 Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; 13 expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo- os com óleo. (Mc 6:6,7,12,13)

15 a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. 16 Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados. (At 5:15,16)

11 E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, 12 a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam. (At 19:11,12)

8 Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. 9 Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, 10 disse- lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. (At 14:8-10)

As coisas são, certamente, diferentes hoje. Agora, se nossas orações de cura não são respondidas ou arranjamos desculpas por Deus (não era a Sua vontade ou não era Seu tempo) ou O culpamos (Ele não cura as pessoas mais). E, no entanto, em nenhum lugar no Novo Testamento, quando solicitados a curarem alguém, Jesus ou os apóstolos disseram: "Não é a vontade de Deus", ou "Não é o Seu tempo", ou "Nós não estamos fazendo mais isso".

A única vez que um homem Lhe perguntou se estava disposto, Jesus respondeu: "Eu estou disposto" (Mt 8:2,3.) A única vez que um homem perguntou se era capaz, Jesus respondeu: "Se você acredita, eu sou capaz" (Mc 9:23) A única vez que amigos de um homem tentaram convencê-Lo que era tarde demais porque sua filha tinha morrido, Jesus disse:" Não tenha medo, apenas creia e ela será curada” (Lc 8:50).

Isso Foi Então, Isto É Agora

Hoje, algumas partes da Igreja ensinam que os dons do Espírito, incluindo a cura, foram retirados após o tempo da Igreja Apostólica, usando 1 Coríntios 13:8-10 abaixo como sua justificação. Na minha opinião esta é uma posição incorreta, com base numa interpretação errada da passagem. Vamos lê-la.

8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; 9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. 10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. (1 Co 13:8-10).

Aqueles que negam que os dons ainda estão sendo concedidos dizem que esses versículos se referem à conclusão do cânon do Novo Testamento. Eles dizem que os dons eram para o tempo em que a Igreja não tinha a palavra completa de Deus e os apóstolos tinham que confiar em seus dons espirituais para edificar a Igreja.

Mas Paulo prosseguiu dizendo que agora vemos apenas um reflexo obscuro, então veremos face a face. Agora, conhecemos em parte, então conheceremos plenamente, como somos totalmente conhecidos (1 Co 13:12). A primeira vez que esta afirmação será verdadeira será logo após o Arrebatamento, quando estaremos em pé diante do Senhor em nossos corpos perfeitos. Esse é o momento em que João disse que vamos ser como o Senhor porque O veremos como Ele é (1 Jo 3:2). É quando a perfeição virá e, uma vez que não vamos mais precisar deles, é quando os dons cessarão. Até então, eles são nossos para usarmos.

Outro grupo ensina que os dons do Espírito tinham a intenção de ser um sinal para Israel de que o Espírito Santo poderia ser derramado também sobre os gentios. Eles afirmam que, após o Concílio de Jerusalém, quando o acesso direto para a Igreja foi dado aos gentios, os dons cessaram porque Israel estava sendo posto de lado e a Igreja viria a ser predominantemente gentílica. Como prova disso dizem que Paulo nunca realizou quaisquer curas mais após o Conselho se reunir. E, no entanto, depois que Paulo se lavou na ilha de Malta, após ter naufragado, ele curou o pai de Públio, o oficial principal da ilha, e todos os outros moradores que estavam doentes, também (At 28:7,9).

Para apoiar a sua afirmação de que Deus nem sempre concorda em nos curar, alguns ensinam que Ele se recusou a curar Paulo, embora ele pedisse por cura três vezes. Este é um outro ensino comprovadamente falso.

Para obter o contexto, vamos ler as palavras de Paulo em 2 Coríntios 12:7-9.

7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.

Agora vamos aprender o que a passagem realmente diz. A palavra “espinho” literalmente significa uma estaca apontada e recorda uma situação em Juízes 2, quando os israelitas não conseguiram livrar a terra de todos os seus habitantes anteriores como Deus havia ordenado (Dt 20:16-18). Por causa de sua incapacidade de obedecer a Ele, o Anjo do Senhor declarou que essas pessoas se tornariam inimigos perpétuos para se oporem fisicamente aos israelitas e iam distraí-los espiritualmente. Ele então cunhou a frase o "espinho em seus lados" para simbolizar a sua oposição física e espiritual. Daquele dia até hoje, essas pessoas têm infligido maus-tratos físicos incríveis sobre o povo de Deus.

A palavra “esbofetear” na verdade significa bater com o punho ou espancar. Ele também vem de uma raiz que significa punir fisicamente.

Em ambas as palavras há uma clara implicação de ataque físico. Assim, a história real do espinho na carne de Paulo vai mais para isso. Em todos os lugares onde foi, ele foi abusado fisicamente. Ouça sua própria versão de 2 Coríntios 11:23-26:

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais:em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; 25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;

Exorto-os a estudar cuidadosamente esses eventos no Livro de Atos. Por exemplo, em Filipos, Paulo e Silas foram despidos e severamente espancados com varas. A carne em suas costas estava machucada e sangrando e a dor era incrível, mas foram levados para a prisão sem atenção médica, suas mãos e pés presos em ganchos, forçando-os a se sentarem em uma posição ereta, tornando o sono praticamente impossível, mesmo se a dor o tivesse permitido.

Mas, à meia-noite, ouviram eles cantando hinos de louvor e as portas da prisão se abriram, libertando-os. Eles foram para a casa do carcereiro, que os lavou e alimentou. Os milagres que tinham visto fizeram toda a sua família ser salva naquela noite. Na manhã seguinte, quando foram libertados oficialmente, eles caminharam 30 milhas para Anfípolis sem terem recebido nenhum tratamento médico e nem tido tempo de recuperação, nem mesmo uma noite de sono. (At 16:22-40). O Senhor os tinha curado.

Mas um incidente anterior em Listra é, talvez, o mais dramático. Um grupo de judeus irados de Antioquia e de Icônio havia seguido Paulo à Listra. Quando se encontraram com ele pegaram em pedras e o apedrejaram. (At 14:19,20). Lembre-se, o apedrejamento era o método judaico de execução. Ele consistia em imobilizar uma pessoa, às vezes por enterrá-la até a cintura, e depois arremessar pedras contra a cabeça e parte superior do corpo até que morresse.

Acreditando que tinham sido bem sucedidos e que Paulo estava morto, arrastaram o corpo para fora, ao lado da cidade, e o deixaram lá para os cães selvagens o comerem. Mas os crentes se reuniram em torno dele e oraram. Paulo se levantou e voltou para a cidade com eles. No dia seguinte, caminhou 25 milhas para Derbe. É como voltar para casa depois da sua execução; isso simplesmente não acontece.

Estes são exemplos incríveis do poder milagroso de Deus. Contrariamente à interpretação incorreta de 2 Coríntios 12:7-9, Paulo foi fisicamente curado pela graça de Deus, vez após vez. Ele foi resgatado do mar aberto e, até mesmo, ressuscitou dentre os mortos. Foi um grande testemunho da força de Deus que se aperfeiçoou na fraqueza de Paulo.

Sua Fé Lhe Curou

Quando você exclui as versões duplicadas, alguma variação da frase "a sua fé lhe curou" aparece sete vezes nos Evangelhos. Em sete vezes o Senhor creditou à fé da pessoa para a sua cura. Sete é o número da conclusão divina. Ele sabe que Seu poder de curar é constante. A variável é a nossa fé. Isto me levou a concluir que um evento miraculoso é, simplesmente, a interseção do poder constante de Deus com a fé de um crente.

E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo (Rm 10:17). A vida era muito mais tênue nos tempos bíblicos que em nossa época, que não podemos começar a imaginar a diferença. Também não podemos entender o quão mais perto de Deus estavam. Sua fé era real, o componente mais crítico de sua vida. Aqueles que podiam, liam a Bíblia. Aqueles que não podiam, ouviam aqueles que podiam. Suas vidas centravam-se em torno do estudo de Sua Palavra. Não havia qualquer indústria do entretenimento e eles contavam as histórias dos heróis bíblicos para seus filhos. Eles discutiam teologia uns com os outros. Todo homem de 12 anos de idade para cima sabia a Torá de cor. Tudo isso era feito em obediência à palavra de Deus.

4 Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. 6 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; 7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar- te, e ao levantar- te. 8 Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. 9 E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. (Dt 6:4-9)

Não havia empresas farmacêuticas e nem hospitais. Os médicos eram os sacerdotes. Deus prometeu-lhes que, se obedecessem a Seus mandamentos, Ele observaria isso de tal maneira que não iriam pegar as doenças dos egípcios. (Ex 15:26). Deus era seu curador e, quando fossem obedientes, desfrutariam de vidas seguras saudáveis ​​iguais ou mais longas que a nossa, e cada pedaço era gratificante. Foi medicina preventiva em sua forma mais pura e produzia expectativa de vida em seu tempo semelhante ao de nosso tempo hoje (Sl 90:10).

2 Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos:3 Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo. 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5 Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. 6 Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres. 7 O SENHOR fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O SENHOR determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o SENHOR, teu Deus. (Dt 28:2-8)

Já escrevi várias vezes da promessa do Senhor de atender à todas as nossas necessidades, se nós apenas buscarmos o Seu reino e a Sua justiça (Mt 6:31-33). Estes são ambos imputados a nós pela fé. Não é para nos preocuparmos com nossas vidas aqui, porque o Senhor prometeu nos prover. Nosso trabalho é confiar nEle. Mesmo em tempos de provação temos que viver pela fé, não por visão (2 Co 5:7). Paulo nos admoestou a não focarmos nas coisas que podem ser vistas porque elas são temporárias. Devemos fixar os olhos sobre as coisas que não podem ser vistas, porque são eternas. (2 Co 4:18). Deus vai cuidar do resto.

Israel foi requerido a obedecer os mandamentos de Deus para desfrutar de saúde e segurança. A Igreja é chamada a acreditar em Suas promessas, como em Mateus 6:31-33 e, especialmente, o abaixo.

14 Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo- o com óleo, em nome do Senhor. 15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. (Tg 5:14-16).


Em outro estudo, vamos falar sobre o porquê que orações para a cura nem sempre produzem resultados imediatos e o que podemos fazer sobre isso. Vejo você então. 15-08-15

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