POR
QUE ORAÇÕES DE CURA FALHAM, PARTE 3
Tradução do
Artigo “Why Prayers For Healing Fail, Part 3” do Pr. Jack
Kelley
Por Jurandir Britto de Freitas
Em
nossa série intitulada “O Que Diz A Bíblia Sobre A Cura” estivemos olhando as razões
pelas quais as orações de cura falham. Hoje continuamos com a Parte 3. Por
favor, não olhe para qualquer um destes motivos como sendo necessariamente
aplicável a você. Tal conclusão seria prematura. Em
vez disso, você
deve vê-los como um conjunto
de ferramentas de diagnóstico,
uma maneira de verificar sua saúde
espiritual, se assim o desejar, para ver se algum deles se aplica para que
possa tomar as medidas adequadas.
Interferência
Demoníaca
Na
tradução NIV da Bíblia, o Novo Testamento contém 82 referências a
"demônio" ou "possuído por demônios" e mais 8 para
"espírito maligno". A versão King James não distingue entre "o
diabo" e "um demônio", usando apenas a palavra "diabo"
para descrever Satanás e também toda a sua horda. Mas é claro que Satanás, não
sendo onipresente, não poderia realizar todo o seu trabalho do mal sozinho, mas
precisa de um grande exército para ajudá-lo.
A
maioria de nós nunca vai receber a sua atenção pessoal, mas isso não nos torna
imunes a seus esquemas. Seus associados são bem treinados e vigilantes, à procura
de qualquer oportunidade para ajudar a avançar a sua causa.
Compare-os
com os criminosos do mundo físico, que sabem que o que estão fazendo é errado,
mas o fazem de qualquer maneira pensando que não serão pegos. Quando vêm uma
janela aberta ou uma fechadura frágil eles vislumbram uma chance e vão. Cabe à
polícia pegá-los.
Demônios
funcionam da mesma maneira no mundo espiritual, só que a "janela
aberta" é comportamental. Paulo nos mostrou um exemplo disso em Efésios
4:26,27, quando disse: "Irai-vos e
não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo”.
A
raiva que não for resolvida até o pôr do sol do mesmo dia é uma janela aberta
através do qual um demônio pode penetrar e estabelecer uma posição segura em
nossa mente. Infelizmente não há polícia de demônio para pegá-lo e levá-lo
embora. Uma vez que ele está lá, cabe a nós removê-lo.
Outros
comportamentos, além de raiva não resolvida, que podem nos deixar com as
janelas abertas incluem todos os tipos de vícios, pecado sexual habitual,
incluindo a pornografia, e qualquer outro pecado flagrante.
Jesus
tinha algum conselho sobre este assunto para aqueles que se livraram de um
demônio. "Quando o espírito imundo
sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando,
diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, tendo voltado, a encontra varrida
e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que
ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do
que o primeiro" (Lc 11:24-26).
Deixar
a habitação de um demônio vazia é como pendurar fora uma placa de boas-vindas.
Deve ser ocupada por qualquer outra coisa. Uma das razões porque os Alcóolicos Anônimos
são tão eficazes é que eles substituem o espírito de alcoolismo pelo Espírito
de Deus. Todos os viciados em recuperação deveriam receber este conselho e
levá-lo no coração para evitarem readquirir o vício.
E
Paulo disse que nós podemos demolir a fortaleza que um demónio construiu em nós
com armas divinas que nos foram dadas como crentes.
Porque,
embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da
nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas,
anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de
Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo
(2 Co 10:3-5).
Demônios
querem nos fazer crer em falsa doutrina. Uma vez que esteja em nossa mente,
começam a alimentá-la para nos fazer duvidar das promessas de Deus, assim como
a serpente fez com Adão e Eva. Estas promessas incluem o fato de que podemos
ser curados. Se o demônio pode levar-nos a duvidar disso, ele pode atrapalhar
nossas orações para a cura.
Quando
sabemos o que a Bíblia realmente diz podemos disputar com o demônio, derrubando
seus argumentos, levando cativos os pensamentos com que ele nos alimenta para
torná-los obedientes a Cristo. No processo, demolimos sua fortaleza e o
forçamos a sair. Tiago disse: Sujeitai-vos,
portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4:7).
Demônios
podem parecer criaturas poderosas, mas João disse: "porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo"
(1 Jo 4:4), e Paulo nos lembrou: "Porque
Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de
moderação” (2 Tm 1:7).
Lembre-se,
esses demônios conhecem a Bíblia também, então você não pode simplesmente maquiar
isso na medida que caminha. Você tem que saber o que está falando. Esta é,
exatamente, a maneira com que Jesus derrotou Satanás no deserto (Mt 4:1-11). E
é a maneira que você pode derrotar o demônio contra quem você está lutando
também.
Falhar
Em Cuidar Bem Do Natural
A
maioria das pessoas ignora seus corpos, assumindo e agindo como se fossem durar
para sempre. É comumente sabido que muito do que comemos e bebemos não é o que
o nosso corpo realmente precisa e muito disso não é nem bom para nós. Mas vamos
em frente alegremente, não prestando qualquer atenção ao que ingerimos, desde
que o gosto seja bom, e a maioria de nós se contenta com isso.
Mas
chega um momento em que alguns de nós obtém um aviso de que nem tudo está bem.
Pode ser leve ou grave, mas, para a maioria, algumas visitas ao médico e uma
mão cheia de pílulas com um aviso de que devemos começar a observar nossa dieta
geralmente nos coloca de volta no caminho certo, pelo menos por um tempo. Nós,
rapidamente, esquecemos do aconselhamento dietético do médico, talvez até mesmo
esquecemos de tomar o medicamento, e continuamos como se nada tivesse
acontecido.
Este
é o momento em que devemos levar a sério o "cuidado do natural".
Sinais como estes nos dizem que o nosso corpo precisa de atenção. Se nós lhe
dermos o que ele precisa agora como melhor comida, peso reduzido, não fumar ou
beber mais, exercício razoável para trabalhar o stress, fé, oração edificante e
estudo da Bíblia, podemos evitar grandes problemas mais tarde. Todas estas
coisas irão resultar em melhor saúde, mas como não as aplicamos, não estamos
preparados mental, física ou espiritualmente para mais tarde.
Conheço
um homem que realmente entrou em uma grande discussão sobre um para-lamas
riscado enquanto ainda estava no hospital depois de sofrer um ataque cardíaco,
e fez sua esposa, que foi a responsável, sair da sala. Os monitores ligados a
ele mostraram o efeito da sua ira, mas ele não prestou atenção. Um outro
conhecido parou numa loja de fast food, no caminho de volta de uma estadia em uma
unidade de emergência, para comer um hambúrguer e batatas fritas. Poucos
minutos antes o médico o havia alertado sobre a necessidade de reduzir seu
colesterol.
Pessoas
como esta continuam a fumar e beber, mesmo que saibam que estão se envenenando.
Elas mantem seu estilo de vida de alta tensão, sabendo que os está matando, mas
convencidas de que estão vencendo as probabilidades. Finalmente, tudo desaba e,
à medida que ouvem seus entes queridos pedirem a Deus pela cura, finalmente
percebem que não têm tomado boa conta de si mesmas. Elas têm negligenciado sua
mente, seu corpo e, especialmente, sua fé, e não estão, de modo algum,
preparadas para a prova que estão enfrentando.
Nosso
Tempo Alocado Na Vida Está Cumprido
Os
teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos
todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles
havia ainda. (Sl 139:16)
Depois
que Adão e Eva pecaram, Deus retirou a vida eterna com a qual haviam sido criados
e eles se tornaram mortais. Ele disse: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal;
assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva
eternamente"(Gn 3:22). Ele os baniu do Jardim e colocou um querubim
com uma espada flamejante na entrada para guardá-lo.
Desde
aquele tempo o homem tem sido mortal e Deus escreveu no Livro da Vida o total indicado
de dias para cada um de nós. Nenhum de nós pode saber qual é o total de nossos
dias, mas, quando esse total for alcançado, nosso tempo na Terra chega ao fim.
Não
é Deus quem escolhe quantos dias vamos atingir, mas tendo visto o fim desde o
princípio, Ele viu o nosso último dia e o nomeou para ser assim. Nesse meio
tempo, podemos ser curados para evitar que os nossos dias sejam encurtados, mas,
uma vez que o nosso último dia chegue, nosso tempo na terra acaba.
Os
dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste
caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós
voamos (Sl 90:10).
De
acordo com este Salmo, a média de vida é de cerca de 70 anos. Mas este é um
princípio e não uma regra. E não é para ser entendido que implica que estamos
garantidos com 70 anos de vida. No entanto, quando uma pessoa atinge os níveis
superiores deste intervalo de 70-80 anos, parece provável que seu tempo na
Terra está chegando ao fim.
Como
exemplo, numa noite fui chamado ao hospital para orar por uma amiga idosa que havia
sido admitida naquela noite. Ao chegar ao seu lado, ela olhou para mim com
olhos penetrantes e disse: "Você está aqui para orar por mim”? Quando disse
que sim, ela disse: "Então ore para Jesus me levar para casa". Esta
mulher tinha estado em dores por anos. Ela disse que estava cansada e, embora
soubesse que seu marido preferiria que ficasse com ele, ela sentia que era hora
de partir. Esta mulher tinha certeza de que, se morresse, ela estaria com Jesus.
Orei e pedi para ser curada, mas acrescentei que era seu desejo ser levada para
casa. Foi o seu desejo que o Senhor respondeu e, mais tarde, naquela noite, ela
morreu e recebeu a cura definitiva, a eternidade na presença do Senhor.
Baseado
em minhas pesquisas, estas representam as principais razões pelas quais as orações
de cura podem falhar. Certamente existem outras e há muitas incógnitas, admitidamente.
Mas o meu objetivo aqui é mostrar que Deus não é arbitrário. Ele não cura alguns
e outros não com base em Suas próprias razões, mais do que Ele salva alguns e
outros não. A idéia de que Ele faria tal coisa é, simplesmente, uma tentativa
do homem para justificar não ser curado. Lembre-se, quando tentamos nos
justificar, acabamos condenando a Deus. Melhor seria passarmos a vida inteira
tentando entender o componente humano da cura do que gastar mesmo uma hora
tentando fazer Deus responsável.
Na
próxima semana, vamos concluir esta série com um capítulo sobre quem somos em
Cristo e como isso afeta nossas orações para a cura. Vejo você então. 05-09-15
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