quinta-feira, 15 de outubro de 2015

QUANDO A RAZÃO AUTENTICA A FÉ

QUANDO A RAZÃO AUTENTICA A FÉ

Por Jurandir Britto de Freitas



Vivemos num mundo hoje extremamente complicado em que tudo, para ser crível, tem que ser racional ou racionalmente inteligível.

A Bíblia nos ensina, na Epístola aos Romanos, que o nosso culto deve ser um ato racional. Mas como podemos fazer isso quando o assunto é fé ou algum assunto relacionado à fé?

Sabemos, como cristãos, que a Bíblia é a Palavra de Deus, tendo sido inspirada por Ele a diversos profetas ao longo de aproximadamente 1.500 anos, tratando-se da forma primária de Deus se comunicar com os homens. Em assim sendo, a Bíblia é uma unidade literária sui generis, composta de 66 livros escritos por aproximadamente 44 autores.

A Bíblia não é um livro de história, apesar de ter consistência histórica. Também não é um livro de arqueologia, apesar de ter confirmação arqueológica, e muito menos um livro de romance ou fábulas.

Pela fé sabemos que, como Palavra de Deus, a Bíblia é toda verdade, mas ela não contém todas as verdades, principalmente as verdades específicas. O próprio livro de João no capítulo 21, versículo 25, nos confirma este fato.

Mas existiria algo mais embutido na Bíblia?

Uma velha tradição judaica de 3.000 anos diz que Deus ditou a Tora (os cinco primeiros livros da Bíblia chamados de Pentateuco) a Moisés, numa seqüência precisa letra a letra, e que eventos históricos passados, presentes e futuros estão nas escrituras hebraicas num sistema codificado que pode ser descrito e acessado.

Segundo os judeus, as bases bíblicas para a crença na existência de códigos na Bíblia, são as seguintes:

a)    A Bíblia declara que Deus ditou as palavras para Moisés.

Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. (Ex 34:27)
 
b)   A Bíblia declara que Moisés escreveu os livros da Lei.

Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, (Dt 31:24)
  
c)    A Bíblia declara que as palavras estão seladas mas que eventualmente o conhecimento será aumentado.

Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. (Dn 12:4)

d)   A Bíblia declara que tudo, passado, presente e futuro, está criptografado nas letras dos livros da Lei.

Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. (Mt 5:18)

Segundo a tradição judaica, o texto que deve ser pesquisado é o texto massorético, com as letras colocadas lado a lado, sem intervalos entre uma e outra, formando um tabuleiro contínuo (matriz) de letras, que devem ser pesquisadas por um sistema de seqüência de letras eqüidistantes.

As palavras-chave no texto massorético disposto conforme o descrito e relacionadas a um determinado evento aparecerão numa seqüência de letras eqüidistantes gravitando em torno uma da outra num espaço de texto relativamente pequeno da Tora.

As palavras decodificadas podem aparecer numa seqüência horizontal, vertical, transversal, diagonal, direta ou inversa, mas facilmente identificáveis, como nos jogos de identificação de palavras para o desenvolvimento do raciocínio.

Evidentemente que isso hoje pode ser mais facilmente conduzido com a ajuda de computadores, mas imagine fazer isso nos tempos de Davi.

O auge do sucesso literário sobre o assunto de códigos na Bíblia aconteceu há alguns anos quando foi escrito um livro por Michael Drosnin, intitulado O Código da Bíblia, no qual o autor destaca haver no Pentateuco um determinado código que correlaciona diversos fatores de certos eventos de destaque, o que já era uma tradição para os rabinos.

O Código da Bíblia escrito por Michael Drosnin foi bastante criticado por estudiosos judeus e cristãos com a principal argumentação de que nomes não judaicos não devem aparecer nas correlações decodificadas.  Hoje nos parece que existe um software para tentar decodificar esse tipo de situação.

O fato concreto é o seguinte: com a ajuda desse processo pode-se verificar a posteriori a correlação com determinados eventos considerados históricos ou de relevância histórica. Não é o nosso objetivo um estudo aprofundado do Código da Bíblia, mas apenas a constatação de sua existência. 

Agora vamos a um evento que abalou muito o mundo há poucos anos atrás, que foi o 11 de Setembro.

Se formos ao livro de Daniel vamos encontrar o seguinte:

Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos;
dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder.
Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. (Dn 8:5-7)
Parece que esse texto bíblico é uma profecia do que aconteceu em Nova York na manhã do dia 11 de Setembro de 2001.

No entanto, essa profecia se cumpriu nos tempos de Alexandre, o Grande, cujos exércitos varreram a Ásia Menor, a Síria, o Egito e a Mesopotâmia entre 334 e 331 AC e o chifre notável referido representa a Grécia.

Como podemos, então, tratar com esse tipo de dualidade de interpretação?  Simplesmente entendendo que as profecias precisam ser cumpridas para autenticar o profeta e que a espiritualização de determinadas passagens também é válida, desde que seja uma intuição originada de Deus para determinados propósitos.

Aconteceu isso no caso do 11 de Setembro? Sim e de inúmeras maneiras. 

Querem ver a coisa se complicar? Sabem o que é o dia 11 de Setembro?

É a data do provável aniversário de Jesus que, de acordo com os levantamentos feitos com base nos códigos da Tora, nasceu no dia 1 do mês de Tishri do ano judaico de 3759, ou seja 11 de Setembro do ano 3 AC.

Coincidências à parte, é inegável que existam confirmações fáticas de profecias, evidências bíblicas codificadas no Pentateuco para certos eventos importantes e interpretações espiritualizadas de certos fatos.

Mas existiria alguma maneira inquestionável de se confirmar, em termos racionais, que a Bíblia é verdadeira sem se recorrer à fé?

Sim, e a Bíblia nos dá esse caminho nos versículos abaixo:

Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1Co 2:13,14)

A resposta é simples: temos que comparar coisas naturais com coisas naturais e coisas espirituais com coisas espirituais.

Vamos dar uma olhada, mas sem muito esforço, para tentarmos identificar de quem os versículos abaixo estão falando:

Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.
Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.
Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu. (Is 53:1-12)
     
Não é nada difícil de se perceber que a pessoa mencionada no texto acima é Jesus, mas com uma pequena observação: o texto foi escrito muitos anos antes do Seu nascimento.

Em termos lógicos, uma determinada pessoa, Isaías, fez uma profecia sobre uma outra pessoa, Jesus, que viveu centenas de anos depois, e essa profecia se cumpriu. Se formos calcular a probabilidade disso ter ocorrido, veremos que ela é muitíssimo pequena.

Vamos usar esse exemplo simples para desenvolver um raciocínio lógico.

Não existe ciência mais exata do que a matemática. Então, se usarmos a matemática adequadamente, chegaremos a um número que deve refletir a magnitude da expectativa probabilística acerca da veracidade da Bíblia.

Se analisarmos a Bíblia, veremos que Jesus é o seu tema central. Assim, se determinarmos as probabilidades das profecias que se cumpriram em Jesus, teremos um cálculo matemático cujo resultado corresponderá ao grau de acertos da Bíblia.

Qual é o evento na vida de Jesus que O distingue de todos os demais seres humanos?

Certamente é a Sua ressurreição, pois nenhum outro ser humano ressuscitou. Tivemos vários outros seres humanos que reviveram, mas nenhum que tenha sobrevivido para sempre.

Jesus foi o único que ressuscitou, fato este que foi testemunhado por muitas pessoas de credibilidade inquestionável. O grau de confiabilidade é tal que o Dr. Simon Greenleof, professor de direito na Universidade de Harvard, uma das maiores autoridades em evidências legais que o mundo jamais conheceu, chegou à conclusão de que as evidências da RESSURREIÇÃO DE JESUS eram tão espantosas que, em qualquer corte sem tendências preestabelecidas em qualquer parte do mundo, ela seria declarada um fato histórico.

Para que possamos fazer esse cálculo matemático, vamos precisar usar parâmetros para determinar certos fatores.

O primeiro parâmetro que vamos determinar é o tempo decorrido entre o nascimento de Jesus e um outro evento qualquer conhecido, para que possamos estimar com uma precisão aceitável, a quantidade de pessoas que nasceram no mundo no tempo considerado.

Sabemos que entre Adão e Eva e Jesus o mundo teve o dilúvio quando todos os seres humanos foram mortos, com exceção de Noé e sua família. Mas quanto tempo teria decorrido do dilúvio até o nascimento de Jesus?

Para isso, vamos utilizar o sistema de contagem de tempo feito por Bill Hovey, que pesquisou os dados bíblicos e calculou que entre o dilúvio e o nascimento de Jesus 2.400 anos se passaram, aproximadamente.

Evidente que os números calculados por Bill Hovey, que podem ser encontrados como anexo em diversos materiais cristãos, podem conter alguma imprecisão pois, pela tradição judaica, quando se fala que fulano é filho de beltrano, algumas gerações intermediárias podem ter sido omitidas. Como exemplo, citamos a expressão bíblica Jesus filho de Davi. Quantas gerações estão intercaladas entre Jesus e Davi? Várias.

Assim, se existe um grau de imprecisão nos cálculos de Bill Hovey, essa imprecisão vai levar a resultados mais conservadores nos nossos cálculos.

Para que possamos determinar as probabilidades que se cumpriram em Jesus, vamos precisar saber quantas pessoas haviam nascido na Terra do dilúvio até o nascimento de Jesus.

Sabemos pela narrativa bíblica que oito pessoas sobreviveram ao dilúvio e, se aplicarmos uma taxa de crescimento populacional líquida e calcularmos a soma dos termos de uma progressão geométrica estimaremos, a menor, quantas pessoas teriam nascido no mundo até Jesus.

Encontramos aqui um problema para a fixação de parâmetros que é qual a taxa de crescimento populacional que devemos aplicar.

Sabemos que no ano 2.011, a Terra possuía 7.000.000.000 habitantes.

Se considerarmos que esses 7.000.000.000 habitantes correspondem ao saldo das diferenças entre a quantidade (somatória) de todas as pessoas que nasceram e a quantidade (somatória) de todas as pessoas que morreram, considerando o período entre o dilúvio e o ano 2.011, que é de aproximadamente 4.411 anos, conseguimos calcular qual é a taxa média de crescimento populacional.

Com esses fatores, encontramos uma taxa de crescimento populacional líquida média anual de 0,4679%, desde o dilúvio até o ano 2.011.

Fizemos uma amostragem de 71 profecias relacionadas com Jesus, selecionadas com a ajuda da Bíblia de Tópicos Vida Nova, que estão transcritas no Anexo deste material. Essas profecias descrevem eventos que foram profetizados por diversos profetas para acontecerem na vida de Jesus e que, de fato, aconteceram.

Para cada uma das profecias selecionadas, vamos considerar que uma determinada pessoa, o profeta, fez essa profecia relevante sobre a outra pessoa, Jesus, e calcular a probabilidade combinada para esse evento.

Para efeitos de cálculos probabilísticos, vamos considerar que esse profeta tenha sido um indivíduo, num universo de tantos outros que nasceram no mundo, e o número de anos entre o dilúvio e a data estimada de seu nascimento é que é usado para determinar quantos seres humanos nasceram até o seu nascimento.

Estatisticamente, a probabilidade de selecionarmos esse determinado profeta é igual a UM dividido pelo número de pessoas que nasceram no mundo do dilúvio até a data de seu nascimento.

No caso específico de Jesus, a consideração estatística é a mesma.  A probabilidade de selecionarmos Jesus é igual a UM dividido pelo número de pessoas que nasceram no mundo do dilúvio até a data do Seu nascimento. 

Não é o objetivo deste material se aprofundar em cálculos matemáticos buscando uma perfeição estatística, mas sim obter uma ordem de grandeza das probabilidades que se cumpriram em Jesus. Assim, não vamos considerar outros parâmetros que poderiam entrar nos cálculos, porque seria um preciosismo desnecessário.

Apenas recordando, a fórmula para a determinação da soma dos termos de uma progressão geométrica é a seguinte:

S = a X (qn – 1) / (q – 1)

onde

S = soma dos termos da progressão geométrica ou, no nosso caso, a quantidade de pessoas nascidas até uma determinada data,

a = termo inicial, ou a quantidade de pessoas inicialmente consideradas,

q = UM mais a taxa de crescimento populacional em número absoluto, e

n = número de anos.

Mas temos que fazer uma separação de universos estatísticos. Se para cada profeta individualmente não precisamos fazer nenhum ajuste, para o caso de Jesus temos que fazer um cálculo incremental, pegando a soma da progressão geométrica até Jesus e diminuindo a soma da progressão geométrica para cada profeta específico.

Para simplificar os cálculos, calculamos a média do tempo decorrido entre o dilúvio e o nascimento de cada profeta destas 71 profecias selecionadas.

Assim, para cada uma das profecias, a probabilidade combinada é igual ao produto da probabilidade aplicada ao profeta específico multiplicado pela probabilidade aplicada a Jesus menos a probabilidade aplicada ao profeta específico. Desta forma, para todas as profecias, a probabilidade resultante é igual ao produto de todas as probabilidades individuais combinadas.

Portanto, se extrapolarmos por prazo médio, o resultado para as 366 profecias sobre Jesus, relativas à Sua primeira vinda, teremos o seguinte resultado:

UMA probabilidade em 5,98 X 105296

Trabalhando um pouco mais sobre os dados bíblicos, vemos que o livro da Bíblia que autenticou a contagem de tempo sobre a primeira vinda de Jesus, foi o de Daniel.

O livro de Daniel possui 135 profecias não messiânicas que foram cumpridas antes da vinda de Jesus, mas após o fechamento do Canon do Velho Testamento. Usando o mesmo critério descrito acima, temos a seguinte probabilidade de seus cumprimentos:

UMA probabilidade em 1,45 X 101941

Isto significa que as probabilidades combinadas de serem cumpridas em Jesus e nos outros personagens descritos em Daniel após o fechamento do Canon do Velho Testamento e antes que acontecessem, são o resultado da multiplicação dos dois últimos resultados apresentados acima, ou seja:

UMA probabilidade em 8,69 X 107237

O número encontrado é assustador e impactante. A sua análise requer muita maturidade e um total desprendimento de idéias pré-concebidas e deve se concentrar apenas no número encontrado. Vejam, ao final, um anexo com a representação gráfica deste número com algumas comparações de exemplos aqui apresentados.

Só para se ter uma ordem de grandeza desse número, vamos considerar esticar uma fita imaginária de uma ponta à outra do Universo, dividir essa fita em segmentos de um centímetro cada e numerar cada segmento.

Como o Universo tem aproximadamente 15 bilhões de anos-luz de diâmetro, segundo consenso científico, o número de centímetros dessa fita imaginária é de 1,42 X 1028. Numerados todos os segmentos, vamos fazer uma espécie de sorteio.

A chance de se sortear um determinado segmento é UMA em 1,42 X 1028, que é muitíssimo maior do que a probabilidade descrita acima.

Para se ter idéia do grau de dificuldade para se calcular a probabilidade acima, fizemos uso de uma planilha Microsoft Excel, cuja capacidade esgotava-se em resultados acima de 10300. Para que chegássemos ao resultado, fomos obrigados a decompor as probabilidades combinadas e calcular o resultado por partes.

Vamos fazer agora uma analogia bastante mundana.

Milhões de brasileiros jogam semanalmente na loteria, buscando uma “fézinha”. As chances de se acertar na QUINA sozinho são de UMA em 9,03 X 109. Apenas como curiosidade, a quantidade de átomos no Universo é da ordem de 1080.

De maneira dedutiva pelos números acima, se formos calcular as chances de acerto de um determinado evento, no caso um livro, compilar ao longo de centenas de anos, de maneira aleatória, os escritos de vários indivíduos que não se conheceram, de fazerem uma predição acertada acerca de outros indivíduos que somente nasceriam centenas de anos para frente, podemos afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, que tal probabilidade é praticamente nula.

O grande matemático e cientista suíço Emile Borel, nos seus estudos sobre a teoria dos grandes números, demonstrou que qualquer probabilidade de acerto igual ou inferior a 1 em 1050 é impossível.

Mas aqui está o X da questão: SABEMOS QUE AS PROFECIAS MENCIONADAS SE CUMPRIRAM EM JESUS E NOS PERSONAGENS DE DANIEL!

Em assim sendo, a única dedução matematicamente lógica que podemos chegar é que a Bíblia não é um mero livro que encaderna escritos dispersos, mas um livro que teve um ordenamento de formação minuciosamente planejado, cujo grau de acerto é de, no mínimo, 8,69 X 107237 chances de acerto para UMA chance de erro, somente considerando-se as profecias descritas.

Sabemos que as profecias usadas nos nossos cálculos simplificados representam apenas um percentual de todas as profecias contidas na Bíblia. E olhem que ainda faltam muitas profecias na Bíblia já cumpridas para serem computadas!

Basta? 

Também sabemos, pelos desenvolvimentos dos mais complexos cálculos matemáticos que possamos imaginar, que se pusermos todos os computadores do mundo para trabalhar simultaneamente na elaboração de um modelo confiável que possa vir a acontecer ao longo de milhares de anos, como foi o caso da Bíblia, nunca a humanidade conseguirá chegar a resultados nem ao menos próximos.

Assim, a única dedução lógica dos cálculos acima é que a Bíblia, pelo grau de acertos verificado, representa estatística e matematicamente a VERDADE.
 
Pelo cálculo racional acima demonstrado trilhamos o caminho inverso da fé, autenticando-a.

E poderia ser diferente?

Vejam o que o Senhor Deus já dizia à humanidade há milhares de anos:

Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada. (Is 46:10)

Finalizando, a Bíblia é um livro de crônicas cujo autor é Deus, que o “assoprou” a seus profetas descrevendo, com precisão absoluta, a história de Seu relacionamento com a humanidade, história esta composta de eventos que foram narrados muito antes que acontecessem para, na medida que ocorressem, autenticassem o Seu autor.


Mas qual seria o objetivo de Deus ao fazer um livro tão preciso? O único objetivo foi o de focalizar a figura de Seu Filho, Jesus, o Deus-Homem, para que, através dEle, a humanidade possa se relacionar com Ele.

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