QUANDO A RAZÃO
AUTENTICA A FÉ
Por Jurandir
Britto de Freitas
Vivemos
num mundo hoje extremamente complicado em que tudo, para ser crível, tem que
ser racional ou racionalmente inteligível.
A Bíblia nos ensina, na Epístola aos
Romanos, que o nosso culto deve ser um ato racional. Mas como podemos fazer
isso quando o assunto é fé ou algum assunto relacionado à fé?
Sabemos, como cristãos, que a Bíblia é a
Palavra de Deus, tendo sido inspirada por Ele a diversos profetas ao longo de
aproximadamente 1.500 anos, tratando-se da forma primária de Deus se comunicar
com os homens. Em assim sendo, a Bíblia é uma unidade literária sui generis,
composta de 66 livros escritos por aproximadamente 44 autores.
A Bíblia não é um livro de história,
apesar de ter consistência histórica. Também não é um livro de arqueologia,
apesar de ter confirmação arqueológica, e muito menos um livro de romance ou
fábulas.
Pela fé sabemos que, como Palavra de
Deus, a Bíblia é toda verdade, mas ela não contém todas as verdades,
principalmente as verdades específicas. O próprio livro de João no capítulo 21,
versículo 25, nos confirma este fato.
Mas existiria algo mais embutido na
Bíblia?
Uma velha tradição judaica de 3.000 anos
diz que Deus ditou a Tora (os cinco primeiros livros da Bíblia chamados de
Pentateuco) a Moisés, numa seqüência precisa letra a letra, e que eventos
históricos passados, presentes e futuros estão nas escrituras hebraicas num
sistema codificado que pode ser descrito e acessado.
Segundo
os judeus, as bases bíblicas para a crença na existência de códigos na Bíblia,
são as seguintes:
a)
A
Bíblia declara que Deus ditou as palavras para Moisés.
Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas
palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com
Israel. (Ex 34:27)
b)
A
Bíblia declara que Moisés escreveu os livros da Lei.
Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as
palavras desta lei num livro, (Dt 31:24)
c)
A
Bíblia declara que as palavras estão seladas mas que eventualmente o
conhecimento será aumentado.
Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o
livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará.
(Dn 12:4)
d)
A
Bíblia declara que tudo, passado, presente e futuro, está criptografado nas
letras dos livros da Lei.
Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra
passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. (Mt
5:18)
Segundo a tradição judaica, o texto que
deve ser pesquisado é o texto massorético, com as letras colocadas lado a lado,
sem intervalos entre uma e outra, formando um tabuleiro contínuo (matriz) de
letras, que devem ser pesquisadas por um sistema de seqüência de letras
eqüidistantes.
As palavras-chave no texto massorético
disposto conforme o descrito e relacionadas a um determinado evento aparecerão
numa seqüência de letras eqüidistantes gravitando em torno uma da outra num
espaço de texto relativamente pequeno da Tora.
As palavras decodificadas podem aparecer
numa seqüência horizontal, vertical, transversal, diagonal, direta ou inversa,
mas facilmente identificáveis, como nos jogos de identificação de palavras para
o desenvolvimento do raciocínio.
Evidentemente que isso hoje pode ser
mais facilmente conduzido com a ajuda de computadores, mas imagine fazer isso
nos tempos de Davi.
O auge do sucesso literário sobre o
assunto de códigos na Bíblia aconteceu há alguns anos quando foi escrito um
livro por Michael Drosnin, intitulado O Código da Bíblia, no qual o
autor destaca haver no Pentateuco um determinado código que correlaciona
diversos fatores de certos eventos de destaque, o que já era uma tradição para
os rabinos.
O Código da Bíblia escrito por Michael
Drosnin foi bastante criticado por estudiosos judeus e cristãos com a principal
argumentação de que nomes não judaicos não devem aparecer nas correlações
decodificadas. Hoje nos parece que
existe um software para tentar decodificar esse tipo de situação.
O fato concreto é o seguinte: com a
ajuda desse processo pode-se verificar a posteriori a correlação com
determinados eventos considerados históricos ou de relevância histórica. Não é
o nosso objetivo um estudo aprofundado do Código da Bíblia, mas apenas a
constatação de sua existência.
Agora vamos a um evento que abalou muito
o mundo há poucos anos atrás, que foi o 11 de Setembro.
Se formos ao livro de Daniel vamos
encontrar o seguinte:
Estando eu
observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar
no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos;
dirigiu-se ao
carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e
correu contra ele com todo o seu furioso poder.
Vi-o chegar
perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois
chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou
por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do
poder dele. (Dn 8:5-7)
Parece
que esse texto bíblico é uma profecia do que aconteceu em Nova York na manhã do
dia 11 de Setembro de 2001.
No entanto, essa profecia se cumpriu nos
tempos de Alexandre, o Grande, cujos exércitos varreram a Ásia Menor, a Síria,
o Egito e a Mesopotâmia entre 334 e 331 AC e o chifre notável referido
representa a Grécia.
Como podemos, então, tratar com esse
tipo de dualidade de interpretação?
Simplesmente entendendo que as profecias precisam ser cumpridas para
autenticar o profeta e que a espiritualização de determinadas passagens também
é válida, desde que seja uma intuição originada de Deus para determinados
propósitos.
Aconteceu isso no caso do 11 de
Setembro? Sim e de inúmeras maneiras.
Querem ver a coisa se complicar? Sabem o
que é o dia 11 de Setembro?
É a data do provável aniversário de
Jesus que, de acordo com os levantamentos feitos com base nos códigos da Tora, nasceu
no dia 1 do mês de Tishri do ano judaico de 3759, ou seja 11 de Setembro do ano
3 AC.
Coincidências
à parte, é inegável que existam confirmações fáticas de profecias, evidências
bíblicas codificadas no Pentateuco para certos eventos importantes e
interpretações espiritualizadas de certos fatos.
Mas existiria alguma maneira
inquestionável de se confirmar, em termos racionais, que a Bíblia é verdadeira
sem se recorrer à fé?
Sim, e a Bíblia nos dá esse caminho nos
versículos abaixo:
Disto também
falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo
Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.
Ora, o homem
natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não
pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1Co 2:13,14)
A resposta é simples: temos que comparar
coisas naturais com coisas naturais e coisas espirituais com coisas
espirituais.
Vamos dar uma olhada, mas sem muito
esforço, para tentarmos identificar de quem os versículos abaixo estão falando:
Quem creu em
nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
Porque foi
subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha
aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
Era desprezado e
o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e,
como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos
caso.
Certamente, ele
tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o
reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi
traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o
castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos
sarados.
Todos nós
andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o
SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Ele foi oprimido
e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e,
como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
Por juízo
opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi
cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele
ferido.
Designaram-lhe a
sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca
fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
Todavia, ao
SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como
oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a
vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.
Ele verá o fruto
do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o
seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará
sobre si.
Por isso, eu lhe
darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo,
porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores;
contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
(Is 53:1-12)
Não é nada difícil de se perceber que a
pessoa mencionada no texto acima é Jesus, mas com uma pequena observação: o
texto foi escrito muitos anos antes do Seu nascimento.
Em termos lógicos, uma determinada pessoa,
Isaías, fez uma profecia sobre uma outra pessoa, Jesus, que viveu centenas de
anos depois, e essa profecia se cumpriu. Se formos calcular a probabilidade
disso ter ocorrido, veremos que ela é muitíssimo pequena.
Vamos usar esse exemplo simples para desenvolver
um raciocínio lógico.
Não existe ciência mais exata do que a
matemática. Então, se usarmos a matemática adequadamente, chegaremos a um
número que deve refletir a magnitude da expectativa probabilística acerca da
veracidade da Bíblia.
Se analisarmos a Bíblia, veremos que
Jesus é o seu tema central. Assim, se determinarmos as probabilidades das
profecias que se cumpriram em Jesus, teremos um cálculo matemático cujo
resultado corresponderá ao grau de acertos da Bíblia.
Qual é o evento na vida de Jesus que O
distingue de todos os demais seres humanos?
Certamente é a Sua ressurreição, pois
nenhum outro ser humano ressuscitou. Tivemos vários outros seres humanos que
reviveram, mas nenhum que tenha sobrevivido para sempre.
Jesus foi o único que ressuscitou, fato
este que foi testemunhado por muitas pessoas de credibilidade inquestionável. O
grau de confiabilidade é tal que o Dr. Simon Greenleof, professor de direito na
Universidade de Harvard, uma das maiores autoridades em evidências legais que o
mundo jamais conheceu, chegou à conclusão de que as evidências da RESSURREIÇÃO
DE JESUS eram tão espantosas que, em qualquer corte sem tendências
preestabelecidas em qualquer parte do mundo, ela seria declarada um fato
histórico.
Para que possamos fazer esse cálculo
matemático, vamos precisar usar parâmetros para determinar certos fatores.
O primeiro parâmetro que vamos
determinar é o tempo decorrido entre o nascimento de Jesus e um outro evento
qualquer conhecido, para que possamos estimar com uma precisão aceitável, a
quantidade de pessoas que nasceram no mundo no tempo considerado.
Sabemos que entre Adão e Eva e Jesus o
mundo teve o dilúvio quando todos os seres humanos foram mortos, com exceção de
Noé e sua família. Mas quanto tempo teria decorrido do dilúvio até o nascimento
de Jesus?
Para isso, vamos utilizar o sistema de
contagem de tempo feito por Bill Hovey, que pesquisou os dados bíblicos e
calculou que entre o dilúvio e o nascimento de Jesus 2.400 anos se passaram,
aproximadamente.
Evidente que os números calculados por
Bill Hovey, que podem ser encontrados como anexo em diversos materiais
cristãos, podem conter alguma imprecisão pois, pela tradição judaica, quando se
fala que fulano é filho de beltrano, algumas gerações intermediárias podem ter
sido omitidas. Como exemplo, citamos a expressão bíblica Jesus filho de Davi.
Quantas gerações estão intercaladas entre Jesus e Davi? Várias.
Assim, se existe um grau de imprecisão
nos cálculos de Bill Hovey, essa imprecisão vai levar a resultados mais
conservadores nos nossos cálculos.
Para que possamos determinar as
probabilidades que se cumpriram em Jesus, vamos precisar saber quantas pessoas
haviam nascido na Terra do dilúvio até o nascimento de Jesus.
Sabemos pela narrativa bíblica que oito
pessoas sobreviveram ao dilúvio e, se aplicarmos uma taxa de crescimento
populacional líquida e calcularmos a soma dos termos de uma progressão
geométrica estimaremos, a menor, quantas pessoas teriam nascido no mundo até
Jesus.
Encontramos aqui um problema para a
fixação de parâmetros que é qual a taxa de crescimento populacional que devemos
aplicar.
Sabemos que no ano 2.011, a Terra possuía
7.000.000.000 habitantes.
Se considerarmos que esses 7.000.000.000
habitantes correspondem ao saldo das diferenças entre a quantidade (somatória)
de todas as pessoas que nasceram e a quantidade (somatória) de todas as pessoas
que morreram, considerando o período entre o dilúvio e o ano 2.011, que é de
aproximadamente 4.411 anos, conseguimos calcular qual é a taxa média de
crescimento populacional.
Com esses fatores, encontramos uma taxa
de crescimento populacional líquida média anual de 0,4679%, desde o dilúvio até
o ano 2.011.
Fizemos uma amostragem de 71 profecias
relacionadas com Jesus, selecionadas com a ajuda da Bíblia de Tópicos Vida
Nova, que estão transcritas no Anexo deste material. Essas profecias descrevem
eventos que foram profetizados por diversos profetas para acontecerem na vida
de Jesus e que, de fato, aconteceram.
Para cada uma das profecias
selecionadas, vamos considerar que uma determinada pessoa, o profeta, fez essa
profecia relevante sobre a outra pessoa, Jesus, e calcular a probabilidade
combinada para esse evento.
Para efeitos de cálculos
probabilísticos, vamos considerar que esse profeta tenha sido um indivíduo, num
universo de tantos outros que nasceram no mundo, e o número de anos entre o
dilúvio e a data estimada de seu nascimento é que é usado para determinar
quantos seres humanos nasceram até o seu nascimento.
Estatisticamente, a probabilidade de
selecionarmos esse determinado profeta é igual a UM dividido pelo número de
pessoas que nasceram no mundo do dilúvio até a data de seu nascimento.
No caso específico de Jesus, a
consideração estatística é a mesma. A
probabilidade de selecionarmos Jesus é igual a UM dividido pelo número de
pessoas que nasceram no mundo do dilúvio até a data do Seu nascimento.
Não é o objetivo deste material se
aprofundar em cálculos matemáticos buscando uma perfeição estatística, mas sim
obter uma ordem de grandeza das probabilidades que se cumpriram em Jesus.
Assim, não vamos considerar outros parâmetros que poderiam entrar nos cálculos,
porque seria um preciosismo desnecessário.
Apenas
recordando, a fórmula para a determinação da soma dos termos de uma progressão
geométrica é a seguinte:
S = a X (qn
– 1) / (q – 1)
onde
S = soma dos termos da progressão
geométrica ou, no nosso caso, a quantidade de pessoas nascidas até uma
determinada data,
a = termo inicial, ou a quantidade de
pessoas inicialmente consideradas,
q = UM mais a taxa de crescimento
populacional em número absoluto, e
n = número de anos.
Mas temos que fazer uma separação de
universos estatísticos. Se para cada profeta individualmente não precisamos
fazer nenhum ajuste, para o caso de Jesus temos que fazer um cálculo incremental,
pegando a soma da progressão geométrica até Jesus e diminuindo a soma da
progressão geométrica para cada profeta específico.
Para simplificar os cálculos, calculamos
a média do tempo decorrido entre o dilúvio e o nascimento de cada profeta
destas 71 profecias selecionadas.
Assim, para cada uma das profecias, a
probabilidade combinada é igual ao produto da probabilidade aplicada ao profeta
específico multiplicado pela probabilidade aplicada a Jesus menos a
probabilidade aplicada ao profeta específico. Desta forma, para todas as
profecias, a probabilidade resultante é igual ao produto de todas as
probabilidades individuais combinadas.
Portanto, se extrapolarmos por prazo
médio, o resultado para as 366 profecias sobre Jesus, relativas à Sua primeira
vinda, teremos o seguinte resultado:
UMA
probabilidade em 5,98 X 105296
Trabalhando um pouco mais sobre os dados
bíblicos, vemos que o livro da Bíblia que autenticou a contagem de tempo sobre
a primeira vinda de Jesus, foi o de Daniel.
O livro de Daniel possui 135 profecias
não messiânicas que foram cumpridas antes da vinda de Jesus, mas após o
fechamento do Canon do Velho Testamento. Usando o mesmo critério descrito
acima, temos a seguinte probabilidade de seus cumprimentos:
UMA probabilidade em 1,45 X 101941
Isto significa que as probabilidades combinadas
de serem cumpridas em Jesus e nos outros personagens descritos em Daniel após o
fechamento do Canon do Velho Testamento e antes que acontecessem, são o
resultado da multiplicação dos dois últimos resultados apresentados acima, ou
seja:
UMA probabilidade em 8,69 X 107237
O número encontrado é assustador e
impactante. A sua análise requer muita maturidade e um total desprendimento de
idéias pré-concebidas e deve se concentrar apenas no número encontrado. Vejam,
ao final, um anexo com a representação gráfica deste número com algumas
comparações de exemplos aqui apresentados.
Só para se ter uma ordem de grandeza desse
número, vamos considerar esticar uma fita imaginária de uma ponta à outra do
Universo, dividir essa fita em segmentos de um centímetro cada e numerar cada
segmento.
Como o Universo tem aproximadamente 15
bilhões de anos-luz de diâmetro, segundo consenso científico, o número de
centímetros dessa fita imaginária é de 1,42 X 1028. Numerados todos
os segmentos, vamos fazer uma espécie de sorteio.
A chance de se sortear um determinado
segmento é UMA em 1,42 X 1028, que é muitíssimo maior do que a
probabilidade descrita acima.
Para se ter idéia do grau de dificuldade
para se calcular a probabilidade acima, fizemos uso de uma planilha Microsoft
Excel, cuja capacidade esgotava-se em resultados acima de 10300.
Para que chegássemos ao resultado, fomos obrigados a decompor as probabilidades
combinadas e calcular o resultado por partes.
Vamos fazer agora uma analogia bastante
mundana.
Milhões de brasileiros jogam
semanalmente na loteria, buscando uma “fézinha”. As chances de se acertar na
QUINA sozinho são de UMA em 9,03 X 109. Apenas como curiosidade, a
quantidade de átomos no Universo é da ordem de 1080.
De maneira dedutiva pelos números acima,
se formos calcular as chances de acerto de um determinado evento, no caso um
livro, compilar ao longo de centenas de anos, de maneira aleatória, os escritos
de vários indivíduos que não se conheceram, de fazerem uma predição acertada acerca
de outros indivíduos que somente nasceriam centenas de anos para frente,
podemos afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, que tal probabilidade é
praticamente nula.
O grande matemático e cientista suíço
Emile Borel, nos seus estudos sobre a teoria dos grandes números, demonstrou
que qualquer probabilidade de acerto igual ou inferior a 1 em 1050 é
impossível.
Mas aqui está o X da questão: SABEMOS QUE AS PROFECIAS MENCIONADAS SE
CUMPRIRAM EM JESUS E NOS PERSONAGENS DE DANIEL!
Em assim sendo, a única dedução
matematicamente lógica que podemos chegar é que a Bíblia não é um mero livro
que encaderna escritos dispersos, mas um livro que teve um ordenamento de
formação minuciosamente planejado, cujo grau de acerto é de, no mínimo, 8,69 X 107237 chances de acerto
para UMA chance de erro, somente considerando-se as profecias descritas.
Sabemos que as profecias usadas nos
nossos cálculos simplificados representam apenas um percentual de todas as
profecias contidas na Bíblia. E olhem que ainda faltam muitas profecias na
Bíblia já cumpridas para serem computadas!
Basta?
Também sabemos, pelos desenvolvimentos dos
mais complexos cálculos matemáticos que possamos imaginar, que se pusermos
todos os computadores do mundo para trabalhar simultaneamente na elaboração de
um modelo confiável que possa vir a acontecer ao longo de milhares de anos,
como foi o caso da Bíblia, nunca a humanidade conseguirá chegar a resultados
nem ao menos próximos.
Assim,
a única dedução lógica dos cálculos acima é que a Bíblia, pelo grau de acertos
verificado, representa estatística e matematicamente a VERDADE.
Pelo cálculo racional acima demonstrado
trilhamos o caminho inverso da fé, autenticando-a.
E poderia ser diferente?
Vejam o que o Senhor Deus já dizia à
humanidade há milhares de anos:
Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos
remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que
me agrada. (Is 46:10)
Finalizando,
a Bíblia é um livro de crônicas cujo autor é Deus, que o “assoprou” a seus
profetas descrevendo, com precisão absoluta, a história de Seu relacionamento
com a humanidade, história esta composta de eventos que foram narrados muito
antes que acontecessem para, na medida que ocorressem, autenticassem o Seu
autor.
Mas
qual seria o objetivo de Deus ao fazer um livro tão preciso? O único objetivo
foi o de focalizar a figura de Seu Filho, Jesus, o Deus-Homem, para que,
através dEle, a humanidade possa se relacionar com Ele.
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